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	<title>Arquivo de Atualidade - My Imunologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde dedicados à Imunologia</description>
	<lastBuildDate>Wed, 16 Sep 2026 10:41:52 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Atualidade - My Imunologia</title>
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		<title>Estudo português demonstra ligação entre envolvimento neurológico e maior gravidade na doença de Sjögren</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 08:06:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo nacional concluiu que o envolvimento neurológico na doença de Sjögren é relativamente raro, afetando cerca de 5% dos doentes analisados. A investigação, baseada no registo português PORTRESS, analisou dados de 1234 doentes e procurou caracterizar a frequência, os tipos de manifestações neurológicas e os fatores associados. De acordo com os resultados, 3,7% dos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um estudo nacional concluiu que o envolvimento neurológico na doença de Sjögren é relativamente raro, afetando cerca de 5% dos doentes analisados. A investigação, baseada no registo português PORTRESS, analisou dados de 1234 doentes e procurou caracterizar a frequência, os tipos de manifestações neurológicas e os fatores associados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os resultados, 3,7% dos doentes apresentaram envolvimento do sistema nervoso periférico (SNP) e 1,4% do sistema nervoso central (SNC), sendo que apenas um paciente apresentou ambos. Apesar da baixa prevalência, os casos com manifestações neurológicas revelaram maior gravidade da doença, evidenciada por níveis mais elevados do índice ESSDAI, maior incidência de crioglobulinemia, vasculite cutânea e gamopatia monoclonal, bem como uma taxa de mortalidade superior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo identificou ainda fatores associados de forma independente ao envolvimento neurológico. A crioglobulinemia e um ESSDAI basal mais elevado destacaram-se como preditores gerais. No caso do envolvimento do SNP, verificou-se associação com idade mais avançada no início dos sintomas, linfopenia e características inflamatórias e vasculíticas. Já o envolvimento do SNC mostrou um perfil distinto, estando ligado ao sexo masculino e a uma idade mais jovem no momento do diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores sublinham que estas diferenças reforçam a necessidade de avaliar separadamente o envolvimento do sistema nervoso periférico e central. Além disso, os resultados podem contribuir para uma melhor identificação dos doentes que necessitam de vigilância neurológica mais apertada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, os investigadores alertam que, devido ao número limitado de casos, estes achados devem ser interpretados com cautela e confirmados em estudos futuros com amostras mais amplas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42639025/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Investigadores criam ferramenta inédita para medir sintoma cognitivo no lúpus</title>
		<link>https://myimunologia.pt/atualidade/investigadores-criam-ferramenta-inedita-para-medir-sintomas-cognitivos-no-lupus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 08:04:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu e validou, pela primeira vez, uma escala específica para medir a chamada “névoa mental” em pessoas com lúpus eritematoso sistémico (LES), um sintoma cognitivo frequentemente descrito como incapacitante pelos doentes. O novo instrumento, designado Lupus Brain Fog Severity Scale (LBFSS), surge como a primeira medida de desfecho reportada diretamente [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu e validou, pela primeira vez, uma escala específica para medir a chamada “névoa mental” em pessoas com lúpus eritematoso sistémico (LES), um sintoma cognitivo frequentemente descrito como incapacitante pelos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo instrumento, designado <em>Lupus Brain Fog Severity Scale</em> (LBFSS), surge como a primeira medida de desfecho reportada diretamente pelos próprios doentes focada nos sintomas cognitivos associados ao LES. Estes sintomas, que incluem dificuldades de concentração, memória e clareza mental, têm vindo a ganhar reconhecimento pelo seu impacto significativo na qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento da LBFSS seguiu uma abordagem internacional em várias etapas, envolvendo tanto profissionais de saúde como doentes. Numa fase inicial, 147 participantes de 39 países descreveram livremente a sua experiência com a névoa mental, permitindo identificar 21 domínios distintos de sintomas. Após avaliação de relevância, 13 desses domínios foram selecionados e convertidos em itens de autoavaliação, tendo a escala sido posteriormente refinada com base no feedback contínuo de pacientes e médicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A validação final contou com uma amostra de 378 doentes provenientes de 36 países. Os resultados demonstraram uma elevada consistência interna (α de Cronbach de 0,95) e uma estrutura unidimensional robusta, capaz de explicar mais de 62% da variabilidade dos sintomas. Além disso, os participantes que relataram névoa mental apresentaram pontuações significativamente mais elevadas, confirmando a capacidade da escala em distinguir diferentes níveis de gravidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores observaram ainda correlações relevantes entre os resultados da LBFSS e o impacto funcional dos sintomas, bem como uma forte concordância com outras medidas já existentes de défices cognitivos percebidos. A capacidade discriminativa do instrumento revelou-se elevada, reforçando a sua utilidade clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a equipa responsável, a LBFSS representa um avanço importante na avaliação dos sintomas cognitivos no LES, podendo vir a facilitar tanto o acompanhamento clínico como o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas. O instrumento é descrito como válido, fiável e de fácil aplicação, abrindo caminho para uma melhor compreensão de um dos aspetos mais negligenciados desta doença crónica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42442803/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/atualidade/investigadores-criam-ferramenta-inedita-para-medir-sintomas-cognitivos-no-lupus/">Investigadores criam ferramenta inédita para medir sintoma cognitivo no lúpus</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Estudo com mais de 5 milhões de grávidas associa doenças autoimunes a complicações na gravidez</title>
		<link>https://myimunologia.pt/atualidade/estudo-com-mais-de-5-milhoes-de-gravidas-associa-doencas-autoimunes-a-complicacoes-na-gravidez/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 08:59:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um vasto estudo de coorte realizado no Reino Unido concluiu que mulheres com doenças autoimunes apresentam, de forma consistente, um risco aumentado de várias complicações durante a gravidez e no período perinatal, embora com diferenças significativas consoante a doença autoimune em causa. A investigação analisou dados de 5,2 milhões de gravidezes registadas no Clinical Practice [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um vasto estudo de coorte realizado no Reino Unido concluiu que mulheres com doenças autoimunes apresentam, de forma consistente, um risco aumentado de várias complicações durante a gravidez e no período perinatal, embora com diferenças significativas consoante a doença autoimune em causa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação analisou dados de 5,2 milhões de gravidezes registadas no <em>Clinical Practice Research Datalink</em> (CPRD), complementados com mais de 2,4 milhões de partos registados em bases hospitalares (HES), entre 2000 e 2022. No total, foram avaliadas 17 doenças autoimunes e 12 desfechos relacionados com a gravidez, incluindo complicações pré-natais, obstétricas e de saúde mental perinatal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os exemplos mais marcantes, destacam-se riscos significativamente elevados de pré-eclâmpsia e hipertensão gestacional em mulheres com diabetes tipo 1, aumento de aborto espontâneo associado à síndrome de Sjögren e maior probabilidade de parto prematuro em casos de artrite reumatoide.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foram observados riscos aumentados de recém-nascidos pequenos para a idade gestacional em mulheres com lúpus eritematoso sistémico, bem como maior probabilidade de cesariana em doentes com doença inflamatória intestinal. Em paralelo, várias doenças autoimunes mostraram associação com problemas de saúde mental no período perinatal, incluindo níveis mais elevados de ansiedade e depressão, particularmente em casos de miastenia gravis, esclerose múltipla e lúpus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo identificou ainda algumas associações inversas, como menor ocorrência de certos desfechos em subgrupos específicos, incluindo algumas formas de esclerose sistémica e esclerose múltipla, embora estes resultados tenham sido menos consistentes após correções estatísticas rigorosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conclusão, os autores sublinham que as doenças autoimunes estão associadas a um risco globalmente mais elevado de complicações na gravidez, mas com grande heterogeneidade entre patologias. O estudo reforça a necessidade de uma avaliação clínica individualizada na vigilância da gravidez em mulheres com doenças autoimunes, de forma a antecipar riscos e melhorar os cuidados materno-fetais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42169116/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/atualidade/estudo-com-mais-de-5-milhoes-de-gravidas-associa-doencas-autoimunes-a-complicacoes-na-gravidez/">Estudo com mais de 5 milhões de grávidas associa doenças autoimunes a complicações na gravidez</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Novas diretrizes internacionais ampliam orientação terapêutica para manifestações raras do lúpus</title>
		<link>https://myimunologia.pt/atualidade/novas-diretrizes-internacionais-ampliam-orientacao-terapeutica-para-manifestacoes-raras-do-lupus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 08:57:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um consórcio internacional de especialistas publicou novas diretrizes clínicas para o tratamento de manifestações raras do lúpus eritematoso sistémico (LES). O trabalho foi divulgado na The Lancet e resulta da colaboração entre a European Reference Network on Connective Tissue and Musculoskeletal Diseases, o Systemic Lupus International Collaborating Clinics e a European Lupus Society. Tradicionalmente, as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um consórcio internacional de especialistas publicou novas diretrizes clínicas para o tratamento de manifestações raras do lúpus eritematoso sistémico (LES). O trabalho foi divulgado na <em>The Lancet</em> e resulta da colaboração entre a <em>European Reference Network on Connective Tissue and Musculoskeletal Diseases</em>, o <em>Systemic Lupus International Collaborating Clinics</em> e a <em>European Lupus Society</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tradicionalmente, as diretrizes para o LES concentram-se no envolvimento dos órgãos mais comuns, como rins, pele e sistema nervoso central. No entanto, muitas manifestações raras permanecem pouco estudadas, deixando médicos sem orientação clara baseada em evidência robusta. Para responder a esse desafio, 77 especialistas internacionais reuniram-se para desenvolver estratégias terapêuticas consensuais para 22 manifestações raras adicionais da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as condições abordadas estão complicações graves como hemorragia pulmonar difusa, formas cutâneas raras, bem como manifestações renais menos comuns, como nefrite intersticial e podocitopatia lúpica. O documento também inclui recomendações para manifestações neurológicas raras, como coreia, neuropatia de pequenas fibras, catatonia e hipertensão intracraniana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, as novas diretrizes abrangem manifestações gastrointestinais pouco frequentes e complicações musculoesqueléticas, como miosite e artropatia de Jaccoud. Outras condições analisadas incluem uveíte, angioedema associado a anticorpos anti-inibidor de C1, cistite intersticial e mastite lúpica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os autores, estas estratégias não substituem recomendações baseadas em ensaios clínicos, mas fornecem um enquadramento essencial para a tomada de decisão em cenários onde a evidência científica é limitada ou inexistente. O objetivo é apoiar os especialistas em todo o mundo na abordagem de casos complexos, promovendo maior uniformidade e qualidade nos cuidados prestados a doentes com LES.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42648304/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/atualidade/novas-diretrizes-internacionais-ampliam-orientacao-terapeutica-para-manifestacoes-raras-do-lupus/">Novas diretrizes internacionais ampliam orientação terapêutica para manifestações raras do lúpus</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dano irreversível na síndrome de Sjögren surge precocemente e afeta múltiplos órgãos</title>
		<link>https://myimunologia.pt/atualidade/dano-irreversivel-na-sindrome-de-sjogren-surge-precocemente-e-afeta-multiplos-orgaos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 15:17:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo multicêntrico internacional demonstra que o dano irreversível na síndrome de Sjögren primária ocorre frequentemente nas fases iniciais da doença e tende a progredir ao longo do tempo, com impacto significativo em múltiplos órgãos. A investigação, conduzida numa coorte de 429 doentes adultos avaliou a atividade da doença e os sintomas através de índices [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo multicêntrico internacional demonstra que o dano irreversível na síndrome de Sjögren primária ocorre frequentemente nas fases iniciais da doença e tende a progredir ao longo do tempo, com impacto significativo em múltiplos órgãos. A investigação, conduzida numa coorte de 429 doentes adultos avaliou a atividade da doença e os sintomas através de índices validados, nomeadamente o ESSDAI e o ESSPRI, bem como parâmetros laboratoriais, autoanticorpos e testes funcionais. O dano irreversível foi medido através do <em>Sjögren’s Syndrome Damage Index</em> (SSDI), abrangendo domínios ocular, oral e sistémico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados demonstram que, logo na avaliação inicial, 48% dos doentes já apresentavam dano irreversível (SSDI ≥1), distribuído por 25,4% com envolvimento ocular, 22,5% sistémico e 14,3% oral. Ao fim de cinco anos de seguimento, esta proporção aumenta para 65%, evidenciando progressão significativa do dano, com 34,2% dos doentes a apresentarem compromisso ocular, 21,7% oral e 40,8% sistémico. Estes dados sublinham que o dano acumulado não só é frequente como evolui de forma consistente ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos fatores preditores demonstra que níveis mais elevados de atividade da doença, medidos pelo ESSDAI, estão associados a maior risco de desenvolvimento de dano em todos os domínios. Por outro lado, sintomas mais intensos reportados pelos doentes, refletidos por valores elevados de ESSPRI, correlacionam-se especificamente com dano oral, enquanto um teste de Schirmer alterado surge como um forte preditor de dano ocular. Adicionalmente, a presença de autoanticorpos anti-Ro/La, níveis elevados de proteína C reativa e infeções orais recorrentes associam-se a um aumento do risco de dano em domínios específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros resultados apontam que diferentes manifestações da doença contribuem de forma independente para o dano sistémico, destacando-se o envolvimento glandular, do sistema nervoso periférico e pulmonar. Estas análises confirmam ainda que a atividade sistémica e os sintomas reportados pelos doentes representam dimensões complementares, mas independentes, da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conjunto, os resultados indicam que o dano irreversível na síndrome de Sjögren pode estar presente desde o diagnóstico e afetar precocemente vários órgãos. A identificação atempada de doentes com maior risco, com base em parâmetros clínicos, laboratoriais e na experiência do doente, poderá permitir intervenções mais precoces e dirigidas, com potencial para limitar a progressão do dano e melhorar o prognóstico a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://rmdopen.bmj.com/content/12/2/e006772" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/atualidade/dano-irreversivel-na-sindrome-de-sjogren-surge-precocemente-e-afeta-multiplos-orgaos/">Dano irreversível na síndrome de Sjögren surge precocemente e afeta múltiplos órgãos</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Trombocitopenia afeta até 15% dos doentes com síndrome antifosfolipídica</title>
		<link>https://myimunologia.pt/atualidade/trombocitopenia-afeta-ate-15-dos-doentes-com-sindrome-antifosfolipidica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 15:14:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A trombocitopenia é uma manifestação relativamente frequente em doentes com síndrome antifosfolipídica (SAF) trombótica e também em indivíduos com presença persistente de anticorpos antifosfolipídicos (aPLA). Ainda assim, a sua prevalência e impacto clínico permanecem pouco caracterizados. Um novo estudo baseado no registo START-APS (Survey on AnTicoAgulated Patients-RegisTry on antiphospholipid antibodies) vem agora clarificar esta associação, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A trombocitopenia é uma manifestação relativamente frequente em doentes com síndrome antifosfolipídica (SAF) trombótica e também em indivíduos com presença persistente de anticorpos antifosfolipídicos (aPLA). Ainda assim, a sua prevalência e impacto clínico permanecem pouco caracterizados. Um novo estudo baseado no registo START-APS (<em>Survey on AnTicoAgulated Patients-RegisTry on antiphospholipid antibodies</em>) vem agora clarificar esta associação, evidenciando ligações relevantes com fenótipos imunológicos e comorbilidades cardiovasculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise incluiu 464 participantes, dos quais 316 tinham diagnóstico de SAF e 148 eram portadores de aPLA. A idade média foi de 57,3 ± 15,6 anos, com predominância do sexo feminino (66,5%). Globalmente, 13,6% dos doentes apresentaram trombocitopenia (definida como plaquetas &lt;150 × 10⁹/L), sendo esta mais frequente nos doentes com SAF (15,2%) do que nos portadores de aPLA (10,1%), embora sem significância estatística (p = 0,138).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise multivariada demonstrou associações clinicamente relevantes. A presença de tripla positividade para aPLA associou-se a um aumento significativo do risco de trombocitopenia (OR 1,90; p = 0,002), tal como o livedo reticularis (OR 3,57; p = 0,029) e a insuficiência cardíaca (OR 4,52; p = 0,039). Curiosamente, o sexo feminino apresentou uma associação inversa (OR 0,59; p = 0,011), sugerindo possíveis diferenças de risco entre géneros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito às formas moderadas a graves de trombocitopenia (plaquetas &lt;100 × 10⁹/L), os resultados reforçam o papel de fatores de risco mais marcados: a tripla positividade apresentou uma forte associação (OR 5,44; p &lt; 0,001), bem como o antecedente de enfarte agudo do miocárdio (OR 6,52; p = 0,009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados sugerem que a trombocitopenia pode surgir precocemente ao longo do espectro da doença, incluindo em portadores assintomáticos de aPLA, e não apenas em fases estabelecidas de SAF. A sua presença, particularmente em doentes com perfil imunológico de alto risco (tripla positividade) e envolvimento cardiovascular, poderá constituir um marcador de maior gravidade clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11739-026-04416-9" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/atualidade/trombocitopenia-afeta-ate-15-dos-doentes-com-sindrome-antifosfolipidica/">Trombocitopenia afeta até 15% dos doentes com síndrome antifosfolipídica</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Literacia em doenças autoimunes: NEDAI lança guias para ajudar os doentes</title>
		<link>https://myimunologia.pt/atualidade/literacia-em-doencas-autoimunes-nedai-lanca-guias-para-ajudar-os-doentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 15:13:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) lançou uma coleção de 15 guias de bolso sobre doenças autoimunes. As edições intituladas de &#8220;Viver com…&#8221; são gratuitas e dirigidas ao público em geral. Os guias explicam, em linguagem clara e acessível, o que são estas patologias, quais os [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/atualidade/literacia-em-doencas-autoimunes-nedai-lanca-guias-para-ajudar-os-doentes/">Literacia em doenças autoimunes: NEDAI lança guias para ajudar os doentes</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) lançou uma coleção de 15 guias de bolso sobre doenças autoimunes. As edições intituladas de &#8220;Viver com…&#8221; são gratuitas e dirigidas ao público em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os guias explicam, em linguagem clara e acessível, o que são estas patologias, quais os principais sintomas e os tratamentos disponíveis, abrangendo temas como Artrite Psoriátrica, Artrite Reumatóide, Doença de Behçet, Síndrome de Sjögren, Doença Mista do Tecido Conjuntivo, Esclerose Sistémica, Espondiloartrite, Fenómeno de Raynaud, Lúpus, Síndrome Antifosfolipídeo, Polimiosite e Dermatomiosite, Síndromes Autoinflamatórias e Uveíte, além de dois guias dedicados à gravidez em contexto de doença autoimune e ao tratamento não farmacológico destas patologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esta iniciativa do NEDAI parte de uma premissa fundamental: capacitar o doente e promover a literacia em saúde no panorama das doenças autoimunes. Os guias foram pensados para conseguirem traduzir conceitos clínicos complexos numa linguagem simples, ajudar a esclarecer dúvidas frequentes sobre medicação e cuidados preventivos, e reforçar o diálogo entre médico e doente&#8221;, explica Carlos Carneiro, Coordenador do NEDAI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as ferramentas práticas incluídas nos guias estão modelos de diários de sintomas e listas de perguntas para levar à consulta, para ajudar o doente a estruturar a sua história clínica de forma mais clara e a comunicar melhor com a equipa médica. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os guias estão disponíveis gratuitamente <a href="https://www.spmi.pt/nucleo-estudos-doencas-auto-imunes/#cidadao-nucleo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Doenças autoimunes quase duplicaram em 30 anos e continuam a aumentar a nível global</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 08:07:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo internacional recente, publicado na revista Medicine, revela que a prevalência global das doenças autoimunes quase duplicou entre 1990 e 2021, evidenciando um crescimento significativo deste grupo de patologias ao longo das últimas três décadas. Baseado em dados do Global Burden of Diseases 2021, o trabalho analisou várias doenças autoimunes de elevado impacto avaliando [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um estudo internacional recente, publicado na revista <em>Medicine</em>, revela que a prevalência global das doenças autoimunes quase duplicou entre 1990 e 2021, evidenciando um crescimento significativo deste grupo de patologias ao longo das últimas três décadas. Baseado em dados do <em>Global Burden of Diseases 2021</em>, o trabalho analisou várias doenças autoimunes de elevado impacto avaliando tendências por idade, sexo e região geográfica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que, apesar de algumas doenças apresentarem uma tendência de diminuição, como a doença inflamatória intestinal, a esclerose múltipla e a psoríase, outras continuam a crescer, com destaque para a diabetes tipo 1, cuja prevalência tem vindo a aumentar de forma consistente. Outras doenças mantêm tendências estáveis, como a alopecia areata, cardiopatia reumática e artrite reumatoide.&nbsp; No geral, a carga destas doenças mantém-se elevada, refletindo o seu impacto clínico, social e económico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo evidencia ainda diferenças marcadas ao longo do ciclo de vida. A prevalência das doenças autoimunes é mais baixa na infância, aumentando de forma significativa nos adultos jovens e de meia-idade. Paralelamente, observa-se uma maior incidência no sexo feminino, um padrão já descrito na literatura e que poderá estar relacionado com fatores hormonais, embora os mecanismos exatos permaneçam pouco esclarecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As projeções dos investigadores indicam que a prevalência global continuará a aumentar até cerca de 2032, seguindo-se uma fase de abrandamento progressivo até 2050. Ainda assim, o envelhecimento populacional poderá manter elevada a carga total destas doenças nos sistemas de saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12795021/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Liga de Portugal e NEDAI unem esforços pela literacia em saúde através do futebol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 11:40:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carlos Carneiro, presidente do Núcleo de Estudos de Doenças Auto-Imunes (NEDAI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), e Reinaldo Teixeira, presidente da Liga de Portugal, assinaram, durante o XXXI Annual Meeting Of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI, um protocolo estratégico com o objetivo de reforçar a formação, a literacia em saúde e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carlos Carneiro</strong>, presidente do Núcleo de Estudos de Doenças Auto-Imunes (NEDAI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), e <strong>Reinaldo Teixeira</strong>, presidente da Liga de Portugal, assinaram, durante o <em>XXXI Annual Meeting Of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI</em>, um protocolo estratégico com o objetivo de reforçar a formação, a literacia em saúde e o diagnóstico precoce na sociedade civil. O momento da assinatura assinala uma aliança que pretende usar o impacto cultural e a transversalidade do futebol para promover o bem-estar e aproximar a Medicina dos cidadãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Saúde e sociedade civil em primeiro lugar</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O protocolo agora estabelecido pretende ir muito além do plano estrito da investigação clínica, focando-se no impacto real junto dos doentes. Durante a cerimónia, Carlos Carneiro destacou que a parceria abre portas essenciais para a consciencialização pública, especialmente junto das universidades e das camadas mais jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Este protocolo vai mais além do que os estudos das doenças autoimunes ambicionam&#8221;, afirmou Carlos Carneiro. O especialista explicou que este passo vai permitir alcançar metas cruciais: &#8220;Não só o ponto de vista da atualização, mas também da formação, e sobretudo o impacto e a nossa prioridade que temos em termos de alcançarmos um rastreio mais precoce e uma aposta na literacia da saúde&#8221;, reflete.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente do NEDAI recordou ainda o peso que a cultura desportiva tem no quotidiano dos portugueses para justificar a importância da cooperação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O compromisso do futebol &#8220;além das quatro linhas&#8221;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Reinaldo Teixeira sublinhou o papel da Liga de Portugal enquanto agente ativo de transformação social. Para o dirigente, a enorme capacidade de mobilização do futebol deve ser canalizada para o apoio a causas nobres, como a Saúde Pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Para a Liga é um privilégio fazer este protocolo, aliás, a Liga e o futebol têm essa grande obrigação, na forma de ações sociais e estar o mais perto possível da população e dos adeptos&#8221;, salientou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente da Liga defendeu que a missão do futebol não se limita ao espetáculo nos estádios, sendo imperativo &#8220;jogar em terra e além das quatro linhas&#8221;. Mostrou-se ainda totalmente recetivo a utilizar a visibilidade das jornadas competitivas para difundir recomendações médicas e boas práticas. &#8220;O futebol tem essa grande obrigação que é promover as boas práticas, promover as boas ações&#8221;, rematou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A assinatura do protocolo decorreu no dia 20 de junho, durante o <em>XXXI Annual Meeting Of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI</em>, em Penafiel.</p>



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		<title>Tratamento com células CAR-T demonstra remissão sustentada em três doenças autoimunes</title>
		<link>https://myimunologia.pt/atualidade/tratamento-com-celulas-car-t-demonstra-remissao-sustentada-em-tres-doencas-autoimunes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 09:21:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo clínico CASTLE de fase 1/2a publicado na revista Nature Medicine avaliou uma nova aplicação da terapia CAR-T autóloga dirigida ao CD19, em doentes com lúpus eritematoso sistémico (LES), esclerose sistémica (ES) e miopatias inflamatórias idiopáticas (MII) resistentes ao tratamento convencional. No total, foram incluídos 24 doentes, dos quais 10 com LES, 9 com [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um estudo clínico <em>CASTLE </em>de fase 1/2a publicado na revista <em>Nature Medicine</em> avaliou uma nova aplicação da terapia CAR-T autóloga dirigida ao CD19, em doentes com lúpus eritematoso sistémico (LES), esclerose sistémica (ES) e miopatias inflamatórias idiopáticas (MII) resistentes ao tratamento convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No total, foram incluídos 24 doentes, dos quais 10 com LES, 9 com ES e 5 com MII, todos submetidos a uma única infusão de células CART-T após suspensão da terapêutica imunossupressora e realização de um regime de linfodepleção com ciclofosfamida e fludarabina. O estudo atingiu os seus objetivos primários e secundários, destacando-se um perfil de segurança favorável, sem ocorrência de síndrome de libertação de citocinas (SLC) de grau superior a 2 nem eventos neurológicos graves associados à terapia celular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos de eficácia clínica, 22 dos 24 doentes (92%) atingiram os desfechos predefinidos. No grupo do LES, 9 em 10 doentes (90%) alcançaram remissão segundo os critérios DORIS. Na ES, todos os 9 doentes (100%) não apresentaram progressão da doença pulmonar intersticial, enquanto nas MII 4 em 5 doentes (80%) obtiveram uma resposta maior ou moderada de acordo com os critérios do <em>American College of Rheumatology</em> (ACR). Adicionalmente, todos os participantes permaneceram sem necessidade de glucocorticoides ou outros imunossupressores durante as 24 semanas de seguimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados do estudo CASTLE sugerem que a terapia CAR-T pode ser viável, segura e altamente eficaz em diferentes doenças autoimunes mediadas por células B, abrindo caminho para a realização de um estudo pivotal que confirme estes achados e avalie a sua durabilidade clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41501497/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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