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	<title>My Imunologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde dedicados à Imunologia</description>
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	<title>My Imunologia</title>
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		<title>Submissão de abstracts para o PAM 2026 decorre até 6 de setembro</title>
		<link>https://myimunologia.pt/eventos/submissao-de-abstracts-para-o-pam-2026-decorre-ate-6-de-setembro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 15:18:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A submissão de abstracts para o Porto Autoimmune Meeting (PAM) 2026 encontra-se aberta até dia 6 de setembro. A organização convida toda a comunidade médica e científica a contribuir para o programa científico de uma das mais relevantes reuniões nacionais dedicadas às doenças autoimunes. O encontro decorre de 1 a 3 de outubro no Porto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A submissão de <em>abstracts </em>para o <em>Porto Autoimmune Meeting</em> (PAM) 2026 encontra-se aberta até dia 6 de setembro. A organização convida toda a comunidade médica e científica a contribuir para o programa científico de uma das mais relevantes reuniões nacionais dedicadas às doenças autoimunes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro decorre de 1 a 3 de outubro no Porto e reúne especialistas nacionais e internacionais para uma discussão centrada nos avanços mais recentes nas doenças autoimunes sistémicas, promovendo a partilha de conhecimento e a colaboração científica multidisciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda às regras de submissão <a href="https://portoautoimmunemeeting.pt/abstracts/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dano irreversível na síndrome de Sjögren surge precocemente e afeta múltiplos órgãos</title>
		<link>https://myimunologia.pt/atualidade/dano-irreversivel-na-sindrome-de-sjogren-surge-precocemente-e-afeta-multiplos-orgaos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 15:17:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo multicêntrico internacional demonstra que o dano irreversível na síndrome de Sjögren primária ocorre frequentemente nas fases iniciais da doença e tende a progredir ao longo do tempo, com impacto significativo em múltiplos órgãos. A investigação, conduzida numa coorte de 429 doentes adultos avaliou a atividade da doença e os sintomas através de índices [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo multicêntrico internacional demonstra que o dano irreversível na síndrome de Sjögren primária ocorre frequentemente nas fases iniciais da doença e tende a progredir ao longo do tempo, com impacto significativo em múltiplos órgãos. A investigação, conduzida numa coorte de 429 doentes adultos avaliou a atividade da doença e os sintomas através de índices validados, nomeadamente o ESSDAI e o ESSPRI, bem como parâmetros laboratoriais, autoanticorpos e testes funcionais. O dano irreversível foi medido através do <em>Sjögren’s Syndrome Damage Index</em> (SSDI), abrangendo domínios ocular, oral e sistémico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados demonstram que, logo na avaliação inicial, 48% dos doentes já apresentavam dano irreversível (SSDI ≥1), distribuído por 25,4% com envolvimento ocular, 22,5% sistémico e 14,3% oral. Ao fim de cinco anos de seguimento, esta proporção aumenta para 65%, evidenciando progressão significativa do dano, com 34,2% dos doentes a apresentarem compromisso ocular, 21,7% oral e 40,8% sistémico. Estes dados sublinham que o dano acumulado não só é frequente como evolui de forma consistente ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise dos fatores preditores demonstra que níveis mais elevados de atividade da doença, medidos pelo ESSDAI, estão associados a maior risco de desenvolvimento de dano em todos os domínios. Por outro lado, sintomas mais intensos reportados pelos doentes, refletidos por valores elevados de ESSPRI, correlacionam-se especificamente com dano oral, enquanto um teste de Schirmer alterado surge como um forte preditor de dano ocular. Adicionalmente, a presença de autoanticorpos anti-Ro/La, níveis elevados de proteína C reativa e infeções orais recorrentes associam-se a um aumento do risco de dano em domínios específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros resultados apontam que diferentes manifestações da doença contribuem de forma independente para o dano sistémico, destacando-se o envolvimento glandular, do sistema nervoso periférico e pulmonar. Estas análises confirmam ainda que a atividade sistémica e os sintomas reportados pelos doentes representam dimensões complementares, mas independentes, da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conjunto, os resultados indicam que o dano irreversível na síndrome de Sjögren pode estar presente desde o diagnóstico e afetar precocemente vários órgãos. A identificação atempada de doentes com maior risco, com base em parâmetros clínicos, laboratoriais e na experiência do doente, poderá permitir intervenções mais precoces e dirigidas, com potencial para limitar a progressão do dano e melhorar o prognóstico a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://rmdopen.bmj.com/content/12/2/e006772" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Trombocitopenia afeta até 15% dos doentes com síndrome antifosfolipídica</title>
		<link>https://myimunologia.pt/atualidade/trombocitopenia-afeta-ate-15-dos-doentes-com-sindrome-antifosfolipidica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 15:14:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A trombocitopenia é uma manifestação relativamente frequente em doentes com síndrome antifosfolipídica (SAF) trombótica e também em indivíduos com presença persistente de anticorpos antifosfolipídicos (aPLA). Ainda assim, a sua prevalência e impacto clínico permanecem pouco caracterizados. Um novo estudo baseado no registo START-APS (Survey on AnTicoAgulated Patients-RegisTry on antiphospholipid antibodies) vem agora clarificar esta associação, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A trombocitopenia é uma manifestação relativamente frequente em doentes com síndrome antifosfolipídica (SAF) trombótica e também em indivíduos com presença persistente de anticorpos antifosfolipídicos (aPLA). Ainda assim, a sua prevalência e impacto clínico permanecem pouco caracterizados. Um novo estudo baseado no registo START-APS (<em>Survey on AnTicoAgulated Patients-RegisTry on antiphospholipid antibodies</em>) vem agora clarificar esta associação, evidenciando ligações relevantes com fenótipos imunológicos e comorbilidades cardiovasculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise incluiu 464 participantes, dos quais 316 tinham diagnóstico de SAF e 148 eram portadores de aPLA. A idade média foi de 57,3 ± 15,6 anos, com predominância do sexo feminino (66,5%). Globalmente, 13,6% dos doentes apresentaram trombocitopenia (definida como plaquetas &lt;150 × 10⁹/L), sendo esta mais frequente nos doentes com SAF (15,2%) do que nos portadores de aPLA (10,1%), embora sem significância estatística (p = 0,138).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise multivariada demonstrou associações clinicamente relevantes. A presença de tripla positividade para aPLA associou-se a um aumento significativo do risco de trombocitopenia (OR 1,90; p = 0,002), tal como o livedo reticularis (OR 3,57; p = 0,029) e a insuficiência cardíaca (OR 4,52; p = 0,039). Curiosamente, o sexo feminino apresentou uma associação inversa (OR 0,59; p = 0,011), sugerindo possíveis diferenças de risco entre géneros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito às formas moderadas a graves de trombocitopenia (plaquetas &lt;100 × 10⁹/L), os resultados reforçam o papel de fatores de risco mais marcados: a tripla positividade apresentou uma forte associação (OR 5,44; p &lt; 0,001), bem como o antecedente de enfarte agudo do miocárdio (OR 6,52; p = 0,009).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados sugerem que a trombocitopenia pode surgir precocemente ao longo do espectro da doença, incluindo em portadores assintomáticos de aPLA, e não apenas em fases estabelecidas de SAF. A sua presença, particularmente em doentes com perfil imunológico de alto risco (tripla positividade) e envolvimento cardiovascular, poderá constituir um marcador de maior gravidade clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11739-026-04416-9" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/atualidade/trombocitopenia-afeta-ate-15-dos-doentes-com-sindrome-antifosfolipidica/">Trombocitopenia afeta até 15% dos doentes com síndrome antifosfolipídica</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Literacia em doenças autoimunes: NEDAI lança guias para ajudar os doentes</title>
		<link>https://myimunologia.pt/atualidade/literacia-em-doencas-autoimunes-nedai-lanca-guias-para-ajudar-os-doentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 15:13:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) lançou uma coleção de 15 guias de bolso sobre doenças autoimunes. As edições intituladas de &#8220;Viver com…&#8221; são gratuitas e dirigidas ao público em geral. Os guias explicam, em linguagem clara e acessível, o que são estas patologias, quais os [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/atualidade/literacia-em-doencas-autoimunes-nedai-lanca-guias-para-ajudar-os-doentes/">Literacia em doenças autoimunes: NEDAI lança guias para ajudar os doentes</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) lançou uma coleção de 15 guias de bolso sobre doenças autoimunes. As edições intituladas de &#8220;Viver com…&#8221; são gratuitas e dirigidas ao público em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os guias explicam, em linguagem clara e acessível, o que são estas patologias, quais os principais sintomas e os tratamentos disponíveis, abrangendo temas como Artrite Psoriátrica, Artrite Reumatóide, Doença de Behçet, Síndrome de Sjögren, Doença Mista do Tecido Conjuntivo, Esclerose Sistémica, Espondiloartrite, Fenómeno de Raynaud, Lúpus, Síndrome Antifosfolipídeo, Polimiosite e Dermatomiosite, Síndromes Autoinflamatórias e Uveíte, além de dois guias dedicados à gravidez em contexto de doença autoimune e ao tratamento não farmacológico destas patologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esta iniciativa do NEDAI parte de uma premissa fundamental: capacitar o doente e promover a literacia em saúde no panorama das doenças autoimunes. Os guias foram pensados para conseguirem traduzir conceitos clínicos complexos numa linguagem simples, ajudar a esclarecer dúvidas frequentes sobre medicação e cuidados preventivos, e reforçar o diálogo entre médico e doente&#8221;, explica Carlos Carneiro, Coordenador do NEDAI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as ferramentas práticas incluídas nos guias estão modelos de diários de sintomas e listas de perguntas para levar à consulta, para ajudar o doente a estruturar a sua história clínica de forma mais clara e a comunicar melhor com a equipa médica. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os guias estão disponíveis gratuitamente <a href="https://www.spmi.pt/nucleo-estudos-doencas-auto-imunes/#cidadao-nucleo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/atualidade/literacia-em-doencas-autoimunes-nedai-lanca-guias-para-ajudar-os-doentes/">Literacia em doenças autoimunes: NEDAI lança guias para ajudar os doentes</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Abordagem multidisciplinar e saúde mental no centro da adesão terapêutica nas doenças autoimunes</title>
		<link>https://myimunologia.pt/entrevistas/abordagem-multidisciplinar-e-saude-mental-no-centro-da-adesao-terapeutica-nas-doencas-autoimunes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 15:11:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adesão terapêutica nas doenças autoimunes continua a ser um desafio central na prática clínica, como destacou Edite Pereira, especialista em Medicina Interna na ULS São João, no âmbito da sua participação como moderadora da sessão “Emerging and Reemerging Infections in Autoimmune Diseases – Impact and Approach”, integrada no XII Congresso Nacional de Autoimunidade e [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/entrevistas/abordagem-multidisciplinar-e-saude-mental-no-centro-da-adesao-terapeutica-nas-doencas-autoimunes/">Abordagem multidisciplinar e saúde mental no centro da adesão terapêutica nas doenças autoimunes</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A adesão terapêutica nas doenças autoimunes continua a ser um desafio central na prática clínica, como destacou<strong> Edite Pereira,</strong> especialista em Medicina Interna na ULS São João, no âmbito da sua participação como moderadora da sessão “Emerging and Reemerging Infections in Autoimmune Diseases – Impact and Approach”, integrada no XII Congresso Nacional de Autoimunidade e na XXXI Reunião Anual do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O problema da adesão terapêutica está relacionada com sermos humanos”, sublinhou, explicando que os indivíduos com doenças autoimunes “são doentes que se confrontam com uma doença crónica que os leva a pensar mais cedo na finitude”, o que pode comprometer a forma como encaram a terapêutica. Neste contexto, reforçou que surgem “medos, expectativas e ansiedades” e a adesão não é só influenciada por fatores individuais, mas também por constrangimentos estruturais, como o tempo limitado de consulta, questões administrativas ou alterações na medicação, como a substituição por genéricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente ao papel da saúde mental, Edite Pereira foi clara afirmando que “nas doenças autoimunes, a saúde mental interfere na própria doença”, acrescentando que situações de <em>stress </em>extremo podem mesmo desencadear atividade inflamatória. Assim, “apreciar e ter em conta a saúde mental do doente é um fator para manter a doença controlada” e para viabilizar uma adesão terapêutica eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto às estratégias para melhorar a adesão, reconheceu que existem evidências, mas ainda com limitações na sua aplicação à realidade nacional, “há alguns estudos que mostram estratégias eficazes mas são em populações diferentes da nossa”. Edite Pereira referiu que o primeiro passo para melhorar a adesão é “dar literacia à população para permitir que determinados métodos consigam ser aplicados nos nossos doentes<em>”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a especialista enfatizou a importância das equipas multidisciplinares na abordagem destas patologias complexas. “Não conseguimos abordar tudo”, afirmou, defendendo que “temos que nos repartir para levar o conhecimento mas para o aplicar temos que nos juntar”. Nesse sentido, considerou que o modelo ideal passa por integrar diferentes especialidades: “Temos que pôr um médico de cada área em conjunto a ajudar o doente”, destacando que este trabalho colaborativo é determinante para uma resposta mais eficaz e centrada no doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento ocorreu entre os dias 18 e 20 de junho de 2026, em Penafiel.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/entrevistas/abordagem-multidisciplinar-e-saude-mental-no-centro-da-adesao-terapeutica-nas-doencas-autoimunes/">Abordagem multidisciplinar e saúde mental no centro da adesão terapêutica nas doenças autoimunes</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tratar a artrite reumatoide &#8220;além das guidelines&#8221;</title>
		<link>https://myimunologia.pt/entrevistas/tratar-a-artrite-reumatoide-alem-das-guidelines/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 16:53:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No que concerne à sessão &#8220;Rheumatoid Arthritis Treatment Options – Beyond the Guidelines&#8221;, que decorreu durante XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI, António Marinho alerta que a comunidade médica está a falhar ao focar-se quase exclusivamente na doença articular. O especialista da ULS Santo António defende uma revisão urgente na abordagem [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/entrevistas/tratar-a-artrite-reumatoide-alem-das-guidelines/">Tratar a artrite reumatoide &#8220;além das guidelines&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No que concerne à sessão &#8220;Rheumatoid Arthritis Treatment Options – Beyond the Guidelines&#8221;, que decorreu durante <em>XXXI Annual Meeting of Autoimmunity</em> e <em>XII National Congress of NEDAI</em>, <strong>António Marinho</strong> alerta que a comunidade médica está a falhar ao focar-se quase exclusivamente na doença articular. O especialista da ULS Santo António defende uma revisão urgente na abordagem da artrite reumatoide, e salienta que as recomendações atuais deixam de fora manifestações sistémicas graves, como os riscos cardiovasculares, infeciosos e oncológicos. Assista à entrevista.</p>


<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/1203866840?h=89ce299fb9&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="Tratar a artrite reumatoide &quot;além das guidelines&quot;"></iframe></div>
<p><script src="https://player.vimeo.com/api/player.js"></script></p>


<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar o que se faz hoje no tratamento da artrite reumatoide, António Marinho refere que o erro começa quando não se encara a patologia na sua plenitude multissistémica: &#8220;Estamos a fazer mal ao não olhar a artrite reumatoide inteiramente como uma doença sistémica. Porque focamos muito o nosso centro na terapêutica para a doença articular e não estamos, do meu ponto de vista, a fazer o trabalho correto na prevenção cardiovascular, na prevenção de eventos oncológicos&#8221;, salienta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico recorda que, graças às novas terapêuticas, os doentes vivem agora muito mais tempo, o que faz emergir problemas crónicos que antes eram secundários. Para António Marinho, a agressividade da doença exige que se trate &#8220;a equação toda da mesma maneira que estamos a tratar a articulação&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o diagnóstico e a intervenção da dor e da rigidez articular são céleres para colocar o doente em remissão, os outros fatores são negligenciados, gerando surpresas clínicas evitáveis. O médico clarifica a gravidade do cenário com uma distinção crucial: &#8220;A maior parte dos reumatoides não têm risco cardiovascular, têm doença cardiovascular, que são coisas diferentes. A maior parte dos reumatoides têm risco oncológico acrescido só pela sua doença. Têm risco infecioso acrescido só pela sua doença. E nós, não estamos de facto ainda a fazer o painel todo na mesma linha estrita que estamos a fazer com a articulação&#8221;, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os próximos anos, o clínico não antecipa que a mudança no algoritmo venha apenas pelo surgimento isolado de novas moléculas convencionais e reflete que vai passar essencialmente por “alterações na estratégia em que se vai integrar nas recomendações de outros aspetos não articulares da doença e pela forma como devemos lidar com os aspetos não articulares da doença&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A longo prazo, o especialista admite a necessidade de recorrer a terapias combinadas, apesar dos riscos atualmente inaceitáveis, e expressa o desejo de ver surgir uma solução verdadeiramente disruptiva no mercado.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/entrevistas/tratar-a-artrite-reumatoide-alem-das-guidelines/">Tratar a artrite reumatoide &#8220;além das guidelines&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Espondiloartropatias: tratamento precoce é fundamental para evitar danos e controlar o risco cardiovascular</title>
		<link>https://myimunologia.pt/entrevistas/espondiloartropatias-tratamento-precoce-e-fundamental-para-evitar-danos-e-controlar-o-risco-cardiovascular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 16:35:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI, João Fonseca Oliveira, especialista em Medicina Interna na ULS São José, foi orador durante o simpósido promovido pela Novartis, e sublinhou a importância crucial da &#8220;janela de oportunidade&#8221; no tratamento das espondiloartropatias. Com base em dez anos de experiência clínica com [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/entrevistas/espondiloartropatias-tratamento-precoce-e-fundamental-para-evitar-danos-e-controlar-o-risco-cardiovascular/">Espondiloartropatias: tratamento precoce é fundamental para evitar danos e controlar o risco cardiovascular</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do <em>XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI</em>, <strong>João Fonseca Oliveira</strong>, especialista em Medicina Interna na ULS São José, foi orador durante o simpósido promovido pela Novartis, e sublinhou a importância crucial da &#8220;janela de oportunidade&#8221; no tratamento das espondiloartropatias. Com base em dez anos de experiência clínica com o secucinumab, o especialista destacou que a intervenção precoce é a chave para o controlo clínico e imagiológico da doença, além de mitigar riscos sistémicos invisíveis, como o cardiovascular.</p>

<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/1207789588?h=9793d119e2&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="Espondiloartropatias: tratamento precoce é fundamental para evitar danos e controlar o risco cardiovascular"></iframe></div><script src="https://player.vimeo.com/api/player.js"></script>

<p class="wp-block-paragraph">O <em>timing</em> do diagnóstico e o início imediato da terapêutica assumem um papel determinante no prognóstico dos doentes com espondiloartropatias. De acordo com João Fonseca Oliveira, a evidência acumulada na última década reforça que o tempo é um fator precioso no controlo destas patologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As espondiloartropatias realmente são doenças em que o timing, a janela de oportunidade para tratar estas doenças, é muito importante. E o que conseguimos perceber ao longo deste tempo e destes 10 anos com o secucinumab é que, quanto mais cedo tratarmos, menos dano vamos ter e mais facilmente conseguimos controlar os doentes&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante este cenário, o especialista defende que a estratégia terapêutica deve ser delineada de forma célere e integrada logo após a confirmação do diagnóstico: &#8220;Nesse contexto, logo após o diagnóstico podemos começar a pensar muito rapidamente como é que conseguimos controlar, seja do ponto de vista clínico, seja do ponto de vista imagiológico.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das manifestações articulares e visíveis da doença, João Fonseca Oliveira alertou para a dimensão sistémica e &#8220;invisível&#8221; das espondiloartropatias. A inflamação crónica subjacente a estas patologias tem um impacto direto no sistema cardiovascular, uma preocupação central para a Medicina Interna. &#8220;Muitas destas patologias estão associadas também, pela sua inflamação, a um risco cardiovascular bastante acrescido. Portanto, é uma inflamação que nós não vemos, mas que também temos que controlar”, reflete.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI</em> decorreu de 17 a 20 de junho, em Penafiel.</p>
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		<title>Como a última década transformou o prognóstico e a autonomia dos doentes com espondiloartrite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 16:22:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>À margem da XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI, Bruno Grima, especialista em Medicina Interna na ULS Amadora/Sintra, foi moderador do simpósio promovido pela Novartis, onde analisou a profunda evolução no tratamento das espondiloartrites ao longo da última década. O especialista destacou como a introdução de novas armas biológicas e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">À margem da <em>XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI</em>, <strong>Bruno Grima</strong>, especialista em Medicina Interna na ULS Amadora/Sintra, foi moderador do simpósio promovido pela Novartis, onde analisou a profunda evolução no tratamento das espondiloartrites ao longo da última década. O especialista destacou como a introdução de novas armas biológicas e a aposta numa intervenção precoce revolucionaram o prognóstico e o quotidiano dos doentes. Assista à entrevista.</p>


<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/1207789587?h=b5fc6cfa21&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="Como a última década transformou o prognóstico e a autonomia dos doentes com espondiloartrite"></iframe></div>
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<p class="wp-block-paragraph">Há cerca de uma década, o panorama clínico para quem sofria de espondiloartrite era consideravelmente mais complexo devido à escassez de opções médicas. Bruno Grima recorda que, até há relativamente poucos anos, as equipas de saúde dispunham de ferramentas limitadas para travar a progressão da patologia: &#8220;Tínhamos um leque de medicamentos mais reduzido e, nos doentes que não respondiam tão bem a esses medicamentos iniciais, não tínhamos terapêuticas alternativas&#8221;, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A introdução de moléculas inovadoras, como o secucinumab, representou um marco essencial para colmatar esta lacuna na Reumatologia e na Imunologia clínica. De acordo com o especialista, este fármaco surgiu como &#8220;uma primeira alternativa à terapêutica biológica que já existia, sendo muito eficaz e sendo mais indicado nalgumas situações particulares&#8221;. A sua integração clínica trouxe uma nova esperança e respostas eficazes para os doentes que falhavam as linhas de tratamento iniciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da eficácia dos novos medicamentos, Bruno Grima sublinhou que o momento em que o tratamento é iniciado desempenha um papel crucial no sucesso terapêutico. A agilidade em desenhar uma estratégia clínica logo após o aparecimento dos primeiros sintomas é determinante para o futuro do paciente, uma vez que &#8220;a terapêutica mais precoce, obviamente neste tipo de doenças, melhora muito a qualidade de vida dos doentes&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o médico enfatizou que o grande propósito destas abordagens modernas é reverter o caráter outrora devastador da patologia e assegurar a autonomia de quem vive com ela. O tratamento atempado com biológicos inovadores &#8220;permite parar a progressão da doença, permite evitar que exista dano permanente, nomeadamente articular, e permite aos doentes terem uma vida normal, sem sequelas de uma doença que pode ser muito incapacitante&#8221;, conclui, alertando para os riscos do atraso no diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI</em> decorreu de 17 a 20 de junho, em Penafiel.</p>
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		<title>&#8220;Building Bridges&#8221; na autoimunidade: NEDAI aposta na rede nacional, multidisciplinaridade e proximidade com os Doentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 14:44:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carlos Carneiro, presidente do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI), faz um balanço do trabalho desenvolvido para reduzir assimetrias regionais e promover a partilha de conhecimento médico de norte a sul do país. Tendo como pano de fundo o Congresso Nacional cujo mote é &#8220;Building Bridges”, o especialista destaca a importância da visão multidisciplinar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carlos Carneiro</strong>, presidente do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI), faz um balanço do trabalho desenvolvido para reduzir assimetrias regionais e promover a partilha de conhecimento médico de norte a sul do país. Tendo como pano de fundo o Congresso Nacional cujo mote é &#8220;Building Bridges”, o especialista destaca a importância da visão multidisciplinar na prática clínica, a criação do Registo Nacional e os planos futuros que pretendem aproximar de forma inédita os profissionais de saúde da comunidade civil e das associações de doentes. Assista à entrevista.</p>

<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/1203866842?h=09f599070f&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="&quot;Building Bridges&quot; na autoimunidade: NEDAI aposta na rede nacional, multidisciplinaridade e proximidade com os Doentes"></iframe></div><script src="https://player.vimeo.com/api/player.js"></script>

<p class="wp-block-paragraph">Carlos Carneiro definiu como prioridade máxima o estabelecimento de pontes e a aposta &#8220;na diferenciação e na formação&#8221; dos médicos portugueses. Uma das principais estratégias para esbater as assimetrias passou por dar protagonismo aos centros hospitalares periféricos ou de menor dimensão, que frequentemente &#8220;acabam por muitas vezes resolver tanto ou mais do que os outros centros mais conhecidos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este esforço contínuo culminou no Congresso Nacional, intitulado Building Bridges. O evento serviu simultaneamente de ponto de partida e &#8220;ponto de chegada&#8221; para reforçar as alianças criadas nos últimos anos. &#8220;É muito importante que, além dessa inclusão, possamos apostar numa afirmação das várias unidades de doenças autoimunes que estão espalhadas pelo país e que realmente assumem um papel muito preponderante na afirmação da autoimunidade em Portugal&#8221;, sublinha o presidente do NEDAI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dada a natureza complexa destas patologias, o trabalho multidisciplinar deixou de ser uma opção para se tornar uma exigência clínica. Reconhecendo que &#8220;o caminho é longo, mas o caminho faz-se caminhando&#8221;, Carlos Carneiro defende que se devem utilizar todos os meios para promover essa integração. Olhando para o futuro, o NEDAI traça objetivos claros. O primeiro passo prioritário é conhecer com exatidão a realidade portuguesa, a sua incidência e prevalência, através do &#8220;registo nacional de doenças autoimunes&#8221;, descrito como crucial na &#8220;afirmação deste mesmo processo&#8221;. A segunda prioridade reside na continuidade da aposta na academia de formação, que este ano atingiu recordes absolutos de inscrições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o especialista sublinha que um dos maiores desafios é garantir &#8220;que nunca possamos de alguma forma aumentar o hiato que existe entre a comunidade&#8221;. Carlos Carneiro conclui, lembrando o verdadeiro foco da Medicina: &#8220;Temos a responsabilidade que é muito importante nós assumirmos perante os doentes, que são aqueles que mais nos procuram, um grau de competência e de exigência que realmente nos possa estar perante os problemas, sejam mais adversos&#8221;.</p>
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		<title>“O principal objetivo foi criar um programa que refletisse os desafios atuais e as oportunidades futuras da autoimunidade”</title>
		<link>https://myimunologia.pt/entrevistas/o-principal-objetivo-foi-criar-um-programa-que-refletisse-os-desafios-atuais-e-as-oportunidades-futuras-da-autoimunidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:12:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A presidente do XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI, Natália Oliveira, faz um balanço do evento que reuniu o Núcleo de Estudos das Doenças Autoimunes da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. A forte participação nacional e internacional vem, assim, “reforçar o posicionamento do Congresso Nacional de Autoimunidade como um espaço [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A presidente do <em>XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI</em>, <strong>Natália Oliveira</strong>, faz um balanço do evento que reuniu o Núcleo de Estudos das Doenças Autoimunes da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. A forte participação nacional e internacional vem, assim, “reforçar o posicionamento do Congresso Nacional de Autoimunidade como um espaço de referência para a partilha de conhecimento e para a construção de projetos futuros”, reflete. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Quais foram os principais objetivos na construção do programa científico deste congresso?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Natália Oliveira (NO) |</strong> O principal objetivo foi criar um programa que refletisse os desafios atuais e as oportunidades futuras da autoimunidade, promovendo simultaneamente atualização científica, discussão multidisciplinar e partilha de experiências. Procurámos reunir especialistas nacionais e internacionais de reconhecida excelência, abordar temas emergentes e criar espaços de debate que permitissem transformar o conhecimento científico em benefícios concretos para os doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Houve também uma forte aposta na formação, através dos cursos pré-congresso, das sessões dirigidas aos Cuidados de Saúde Primários, dos formatos interativos de aprendizagem e da valorização da participação de médicos em formação e jovens investigadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | O tema “Building Bridges to the Future” reflete que necessidades concretas na área da autoimunidade?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NO | </strong>Este tema nasceu da necessidade de aproximar diferentes dimensões da autoimunidade que muitas vezes evoluem em paralelo. Reflete a importância de criar pontes entre a investigação e a prática clínica, entre diferentes especialidades, entre instituições nacionais e internacionais e entre gerações de profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa área marcada pela rápida evolução do conhecimento, pela Medicina personalizada, pela inteligência artificial e pelo desenvolvimento de novas terapêuticas, torna-se essencial promover colaboração, partilha de conhecimento e inovação responsável. Mas construir pontes significa também aproximar a ciência da sociedade e dos doentes, reforçando a literacia em saúde e o envolvimento ativo dos cidadãos nos seus cuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Como foi pensada a integração entre investigação, prática clínica e formação neste congresso?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NO | </strong>A integração destes três pilares esteve presente desde a conceção do programa. Tivemos sessões dedicadas aos avanços da investigação translacional, incluindo terapias génicas e celulares, imunopatologia, inteligência artificial e big data, mas sempre associadas às implicações práticas para o diagnóstico e tratamento dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, investimos fortemente na componente formativa através de cursos pré-congresso inovadores, nomeadamente o <em>Clinical Escape Room</em>, que introduziu metodologias pedagógicas diferenciadoras na abordagem do lúpus e dos seus diagnósticos diferenciais, e o curso <em>APS in Clinical Practice</em>, realizado em parceria com o <em>European Forum on Antiphospholipid Antibodies</em>, que trouxe ao congresso alguns dos mais reconhecidos especialistas nacionais e internacionais na área da síndrome antifosfolípida. Promovemos igualmente um <em>Networking with General Practitioners</em>, dedicado ao reforço da articulação entre a autoimunidade e os Cuidados de Saúde Primários, bem como formatos interativos baseados em casos clínicos. O objetivo foi criar oportunidades de aprendizagem, partilha de experiências e colaboração entre diferentes níveis de cuidados, aproximando a investigação, a formação e a prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que temas ou sessões gostaria de destacar e quais as principais mensagens que gostaria que os colegas levassem deste evento?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NO |</strong> Seria difícil destacar apenas uma sessão, porque procurámos construir um programa muito equilibrado e abrangente, refletindo a diversidade e a complexidade da autoimunidade. Ao longo do congresso abordámos temas que vão desde os avanços na imunopatologia e nas novas estratégias terapêuticas até ao papel crescente da Medicina de precisão, da inteligência artificial e das novas tecnologias na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mantivemos também uma forte aposta na formação, na discussão multidisciplinar e na criação de oportunidades de interação entre especialistas, médicos em formação e investigadores, acreditando que o progresso nesta área depende da partilha de conhecimento e da colaboração entre diferentes profissionais e instituições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta edição teve ainda uma dimensão particularmente especial pela integração do congresso na Semana da Saúde de Penafiel, fruto da excelente colaboração com a Câmara Municipal de Penafiel. Esta parceria permitiu ampliar o impacto do evento além da comunidade científica, aproximando a autoimunidade da sociedade civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, promovemos diversas iniciativas dirigidas à comunidade, incluindo uma sessão para doentes, palestras na CESPU e no ISCE Douro, uma tertúlia dedicada à sustentabilidade em saúde, a exposição Endscape e a caminhada “Sentir os Jardins”, em parceria com o projeto MenosPausa MaisMovimento. Estas atividades permitiram sensibilizar diferentes públicos para as doenças autoimunes e reforçar a importância da literacia em saúde, um aspeto fundamental para o diagnóstico precoce, a adesão terapêutica e a participação ativa dos doentes nos seus cuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A adesão superou as expectativas e demonstrou a importância de continuar a criar espaços de diálogo entre profissionais de saúde, doentes, estudantes e comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se tivesse de resumir a principal mensagem deste congresso, diria que o futuro da autoimunidade se constrói através da colaboração. Precisamos de continuar a criar pontes entre investigação e prática clínica, entre diferentes especialidades e instituições, e entre a ciência e a sociedade, para que todo o progresso científico se traduza em melhores cuidados e melhor qualidade de vida para os nossos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que balanço faz da participação nacional e internacional?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NO | </strong>O balanço é extremamente positivo. Tivemos uma participação que superou as expectativas, com uma forte adesão de profissionais de todo o país e uma presença internacional muito relevante, contando com alguns dos nomes mais reconhecidos da autoimunidade europeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta diversidade permitiu enriquecer a discussão científica, promover novas colaborações e reforçar o posicionamento do Congresso Nacional de Autoimunidade como um espaço de referência para a partilha de conhecimento e para a construção de projetos futuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostaria igualmente de destacar a excelente colaboração estabelecida com a Câmara Municipal de Penafiel, que acolheu o congresso no âmbito da Semana da Saúde. Esta parceria permitiu ampliar significativamente o impacto do evento, aproximando a autoimunidade da comunidade e promovendo iniciativas dirigidas a diferentes públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que impacto espera que este congresso tenha na prática clínica em Portugal?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NO | </strong>Espero que este congresso contribua para uma prática clínica cada vez mais integrada, atualizada e centrada nos doentes. O contacto com novas evidências científicas, novas abordagens diagnósticas e terapêuticas e novas ferramentas tecnológicas deverá traduzir-se numa melhoria dos cuidados prestados.<br>Mas espero igualmente que o impacto se faça sentir através do reforço das redes de colaboração entre profissionais e instituições, da valorização da abordagem multidisciplinar e da capacitação das novas gerações de clínicos e investigadores que irão liderar o futuro da autoimunidade em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da dimensão estritamente científica, considero fundamental o impacto na promoção da literacia em saúde. Uma sociedade mais informada reconhece mais precocemente os sinais de doença, participa de forma mais ativa nas decisões terapêuticas e estabelece uma relação mais próxima com os profissionais de saúde. Esse é também um investimento no futuro dos cuidados.</p>
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