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	<title>Arquivo de Entrevistas - My Imunologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde dedicados à Imunologia</description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Jul 2026 15:53:34 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Entrevistas - My Imunologia</title>
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	<item>
		<title>Abordagem multidisciplinar e saúde mental no centro da adesão terapêutica nas doenças autoimunes</title>
		<link>https://myimunologia.pt/entrevistas/abordagem-multidisciplinar-e-saude-mental-no-centro-da-adesao-terapeutica-nas-doencas-autoimunes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 15:11:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adesão terapêutica nas doenças autoimunes continua a ser um desafio central na prática clínica, como destacou Edite Pereira, especialista em Medicina Interna na ULS São João, no âmbito da sua participação como moderadora da sessão “Emerging and Reemerging Infections in Autoimmune Diseases – Impact and Approach”, integrada no XII Congresso Nacional de Autoimunidade e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A adesão terapêutica nas doenças autoimunes continua a ser um desafio central na prática clínica, como destacou<strong> Edite Pereira,</strong> especialista em Medicina Interna na ULS São João, no âmbito da sua participação como moderadora da sessão “Emerging and Reemerging Infections in Autoimmune Diseases – Impact and Approach”, integrada no XII Congresso Nacional de Autoimunidade e na XXXI Reunião Anual do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O problema da adesão terapêutica está relacionada com sermos humanos”, sublinhou, explicando que os indivíduos com doenças autoimunes “são doentes que se confrontam com uma doença crónica que os leva a pensar mais cedo na finitude”, o que pode comprometer a forma como encaram a terapêutica. Neste contexto, reforçou que surgem “medos, expectativas e ansiedades” e a adesão não é só influenciada por fatores individuais, mas também por constrangimentos estruturais, como o tempo limitado de consulta, questões administrativas ou alterações na medicação, como a substituição por genéricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente ao papel da saúde mental, Edite Pereira foi clara afirmando que “nas doenças autoimunes, a saúde mental interfere na própria doença”, acrescentando que situações de <em>stress </em>extremo podem mesmo desencadear atividade inflamatória. Assim, “apreciar e ter em conta a saúde mental do doente é um fator para manter a doença controlada” e para viabilizar uma adesão terapêutica eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto às estratégias para melhorar a adesão, reconheceu que existem evidências, mas ainda com limitações na sua aplicação à realidade nacional, “há alguns estudos que mostram estratégias eficazes mas são em populações diferentes da nossa”. Edite Pereira referiu que o primeiro passo para melhorar a adesão é “dar literacia à população para permitir que determinados métodos consigam ser aplicados nos nossos doentes<em>”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a especialista enfatizou a importância das equipas multidisciplinares na abordagem destas patologias complexas. “Não conseguimos abordar tudo”, afirmou, defendendo que “temos que nos repartir para levar o conhecimento mas para o aplicar temos que nos juntar”. Nesse sentido, considerou que o modelo ideal passa por integrar diferentes especialidades: “Temos que pôr um médico de cada área em conjunto a ajudar o doente”, destacando que este trabalho colaborativo é determinante para uma resposta mais eficaz e centrada no doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento ocorreu entre os dias 18 e 20 de junho de 2026, em Penafiel.</p>
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		<title>Tratar a artrite reumatoide &#8220;além das guidelines&#8221;</title>
		<link>https://myimunologia.pt/entrevistas/tratar-a-artrite-reumatoide-alem-das-guidelines/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 16:53:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No que concerne à sessão &#8220;Rheumatoid Arthritis Treatment Options – Beyond the Guidelines&#8221;, que decorreu durante XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI, António Marinho alerta que a comunidade médica está a falhar ao focar-se quase exclusivamente na doença articular. O especialista da ULS Santo António defende uma revisão urgente na abordagem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No que concerne à sessão &#8220;Rheumatoid Arthritis Treatment Options – Beyond the Guidelines&#8221;, que decorreu durante <em>XXXI Annual Meeting of Autoimmunity</em> e <em>XII National Congress of NEDAI</em>, <strong>António Marinho</strong> alerta que a comunidade médica está a falhar ao focar-se quase exclusivamente na doença articular. O especialista da ULS Santo António defende uma revisão urgente na abordagem da artrite reumatoide, e salienta que as recomendações atuais deixam de fora manifestações sistémicas graves, como os riscos cardiovasculares, infeciosos e oncológicos. Assista à entrevista.</p>


<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/1203866840?h=89ce299fb9&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="Tratar a artrite reumatoide &quot;além das guidelines&quot;"></iframe></div>
<p><script src="https://player.vimeo.com/api/player.js"></script></p>


<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar o que se faz hoje no tratamento da artrite reumatoide, António Marinho refere que o erro começa quando não se encara a patologia na sua plenitude multissistémica: &#8220;Estamos a fazer mal ao não olhar a artrite reumatoide inteiramente como uma doença sistémica. Porque focamos muito o nosso centro na terapêutica para a doença articular e não estamos, do meu ponto de vista, a fazer o trabalho correto na prevenção cardiovascular, na prevenção de eventos oncológicos&#8221;, salienta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico recorda que, graças às novas terapêuticas, os doentes vivem agora muito mais tempo, o que faz emergir problemas crónicos que antes eram secundários. Para António Marinho, a agressividade da doença exige que se trate &#8220;a equação toda da mesma maneira que estamos a tratar a articulação&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o diagnóstico e a intervenção da dor e da rigidez articular são céleres para colocar o doente em remissão, os outros fatores são negligenciados, gerando surpresas clínicas evitáveis. O médico clarifica a gravidade do cenário com uma distinção crucial: &#8220;A maior parte dos reumatoides não têm risco cardiovascular, têm doença cardiovascular, que são coisas diferentes. A maior parte dos reumatoides têm risco oncológico acrescido só pela sua doença. Têm risco infecioso acrescido só pela sua doença. E nós, não estamos de facto ainda a fazer o painel todo na mesma linha estrita que estamos a fazer com a articulação&#8221;, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os próximos anos, o clínico não antecipa que a mudança no algoritmo venha apenas pelo surgimento isolado de novas moléculas convencionais e reflete que vai passar essencialmente por “alterações na estratégia em que se vai integrar nas recomendações de outros aspetos não articulares da doença e pela forma como devemos lidar com os aspetos não articulares da doença&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A longo prazo, o especialista admite a necessidade de recorrer a terapias combinadas, apesar dos riscos atualmente inaceitáveis, e expressa o desejo de ver surgir uma solução verdadeiramente disruptiva no mercado.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/entrevistas/tratar-a-artrite-reumatoide-alem-das-guidelines/">Tratar a artrite reumatoide &#8220;além das guidelines&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Espondiloartropatias: tratamento precoce é fundamental para evitar danos e controlar o risco cardiovascular</title>
		<link>https://myimunologia.pt/entrevistas/espondiloartropatias-tratamento-precoce-e-fundamental-para-evitar-danos-e-controlar-o-risco-cardiovascular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 16:35:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI, João Fonseca Oliveira, especialista em Medicina Interna na ULS São José, foi orador durante o simpósido promovido pela Novartis, e sublinhou a importância crucial da &#8220;janela de oportunidade&#8221; no tratamento das espondiloartropatias. Com base em dez anos de experiência clínica com [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/entrevistas/espondiloartropatias-tratamento-precoce-e-fundamental-para-evitar-danos-e-controlar-o-risco-cardiovascular/">Espondiloartropatias: tratamento precoce é fundamental para evitar danos e controlar o risco cardiovascular</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do <em>XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI</em>, <strong>João Fonseca Oliveira</strong>, especialista em Medicina Interna na ULS São José, foi orador durante o simpósido promovido pela Novartis, e sublinhou a importância crucial da &#8220;janela de oportunidade&#8221; no tratamento das espondiloartropatias. Com base em dez anos de experiência clínica com o secucinumab, o especialista destacou que a intervenção precoce é a chave para o controlo clínico e imagiológico da doença, além de mitigar riscos sistémicos invisíveis, como o cardiovascular.</p>

<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/1207789588?h=9793d119e2&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="Espondiloartropatias: tratamento precoce é fundamental para evitar danos e controlar o risco cardiovascular"></iframe></div><script src="https://player.vimeo.com/api/player.js"></script>

<p class="wp-block-paragraph">O <em>timing</em> do diagnóstico e o início imediato da terapêutica assumem um papel determinante no prognóstico dos doentes com espondiloartropatias. De acordo com João Fonseca Oliveira, a evidência acumulada na última década reforça que o tempo é um fator precioso no controlo destas patologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As espondiloartropatias realmente são doenças em que o timing, a janela de oportunidade para tratar estas doenças, é muito importante. E o que conseguimos perceber ao longo deste tempo e destes 10 anos com o secucinumab é que, quanto mais cedo tratarmos, menos dano vamos ter e mais facilmente conseguimos controlar os doentes&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante este cenário, o especialista defende que a estratégia terapêutica deve ser delineada de forma célere e integrada logo após a confirmação do diagnóstico: &#8220;Nesse contexto, logo após o diagnóstico podemos começar a pensar muito rapidamente como é que conseguimos controlar, seja do ponto de vista clínico, seja do ponto de vista imagiológico.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das manifestações articulares e visíveis da doença, João Fonseca Oliveira alertou para a dimensão sistémica e &#8220;invisível&#8221; das espondiloartropatias. A inflamação crónica subjacente a estas patologias tem um impacto direto no sistema cardiovascular, uma preocupação central para a Medicina Interna. &#8220;Muitas destas patologias estão associadas também, pela sua inflamação, a um risco cardiovascular bastante acrescido. Portanto, é uma inflamação que nós não vemos, mas que também temos que controlar”, reflete.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI</em> decorreu de 17 a 20 de junho, em Penafiel.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como a última década transformou o prognóstico e a autonomia dos doentes com espondiloartrite</title>
		<link>https://myimunologia.pt/entrevistas/como-a-ultima-decada-transformou-o-prognostico-e-a-autonomia-dos-doentes-com-espondiloartrite/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 16:22:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>À margem da XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI, Bruno Grima, especialista em Medicina Interna na ULS Amadora/Sintra, foi moderador do simpósio promovido pela Novartis, onde analisou a profunda evolução no tratamento das espondiloartrites ao longo da última década. O especialista destacou como a introdução de novas armas biológicas e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">À margem da <em>XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI</em>, <strong>Bruno Grima</strong>, especialista em Medicina Interna na ULS Amadora/Sintra, foi moderador do simpósio promovido pela Novartis, onde analisou a profunda evolução no tratamento das espondiloartrites ao longo da última década. O especialista destacou como a introdução de novas armas biológicas e a aposta numa intervenção precoce revolucionaram o prognóstico e o quotidiano dos doentes. Assista à entrevista.</p>


<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/1207789587?h=b5fc6cfa21&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="Como a última década transformou o prognóstico e a autonomia dos doentes com espondiloartrite"></iframe></div>
<p><script src="https://player.vimeo.com/api/player.js"></script></p>


<p class="wp-block-paragraph">Há cerca de uma década, o panorama clínico para quem sofria de espondiloartrite era consideravelmente mais complexo devido à escassez de opções médicas. Bruno Grima recorda que, até há relativamente poucos anos, as equipas de saúde dispunham de ferramentas limitadas para travar a progressão da patologia: &#8220;Tínhamos um leque de medicamentos mais reduzido e, nos doentes que não respondiam tão bem a esses medicamentos iniciais, não tínhamos terapêuticas alternativas&#8221;, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A introdução de moléculas inovadoras, como o secucinumab, representou um marco essencial para colmatar esta lacuna na Reumatologia e na Imunologia clínica. De acordo com o especialista, este fármaco surgiu como &#8220;uma primeira alternativa à terapêutica biológica que já existia, sendo muito eficaz e sendo mais indicado nalgumas situações particulares&#8221;. A sua integração clínica trouxe uma nova esperança e respostas eficazes para os doentes que falhavam as linhas de tratamento iniciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da eficácia dos novos medicamentos, Bruno Grima sublinhou que o momento em que o tratamento é iniciado desempenha um papel crucial no sucesso terapêutico. A agilidade em desenhar uma estratégia clínica logo após o aparecimento dos primeiros sintomas é determinante para o futuro do paciente, uma vez que &#8220;a terapêutica mais precoce, obviamente neste tipo de doenças, melhora muito a qualidade de vida dos doentes&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o médico enfatizou que o grande propósito destas abordagens modernas é reverter o caráter outrora devastador da patologia e assegurar a autonomia de quem vive com ela. O tratamento atempado com biológicos inovadores &#8220;permite parar a progressão da doença, permite evitar que exista dano permanente, nomeadamente articular, e permite aos doentes terem uma vida normal, sem sequelas de uma doença que pode ser muito incapacitante&#8221;, conclui, alertando para os riscos do atraso no diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI</em> decorreu de 17 a 20 de junho, em Penafiel.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>&#8220;Building Bridges&#8221; na autoimunidade: NEDAI aposta na rede nacional, multidisciplinaridade e proximidade com os Doentes</title>
		<link>https://myimunologia.pt/entrevistas/building-bridges-na-autoimunidade-nedai-aposta-na-rede-nacional-multidisciplinaridade-e-proximidade-com-os-doentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 14:44:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carlos Carneiro, presidente do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI), faz um balanço do trabalho desenvolvido para reduzir assimetrias regionais e promover a partilha de conhecimento médico de norte a sul do país. Tendo como pano de fundo o Congresso Nacional cujo mote é &#8220;Building Bridges”, o especialista destaca a importância da visão multidisciplinar [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/entrevistas/building-bridges-na-autoimunidade-nedai-aposta-na-rede-nacional-multidisciplinaridade-e-proximidade-com-os-doentes/">&#8220;Building Bridges&#8221; na autoimunidade: NEDAI aposta na rede nacional, multidisciplinaridade e proximidade com os Doentes</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carlos Carneiro</strong>, presidente do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI), faz um balanço do trabalho desenvolvido para reduzir assimetrias regionais e promover a partilha de conhecimento médico de norte a sul do país. Tendo como pano de fundo o Congresso Nacional cujo mote é &#8220;Building Bridges”, o especialista destaca a importância da visão multidisciplinar na prática clínica, a criação do Registo Nacional e os planos futuros que pretendem aproximar de forma inédita os profissionais de saúde da comunidade civil e das associações de doentes. Assista à entrevista.</p>

<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/1203866842?h=09f599070f&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="&quot;Building Bridges&quot; na autoimunidade: NEDAI aposta na rede nacional, multidisciplinaridade e proximidade com os Doentes"></iframe></div><script src="https://player.vimeo.com/api/player.js"></script>

<p class="wp-block-paragraph">Carlos Carneiro definiu como prioridade máxima o estabelecimento de pontes e a aposta &#8220;na diferenciação e na formação&#8221; dos médicos portugueses. Uma das principais estratégias para esbater as assimetrias passou por dar protagonismo aos centros hospitalares periféricos ou de menor dimensão, que frequentemente &#8220;acabam por muitas vezes resolver tanto ou mais do que os outros centros mais conhecidos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este esforço contínuo culminou no Congresso Nacional, intitulado Building Bridges. O evento serviu simultaneamente de ponto de partida e &#8220;ponto de chegada&#8221; para reforçar as alianças criadas nos últimos anos. &#8220;É muito importante que, além dessa inclusão, possamos apostar numa afirmação das várias unidades de doenças autoimunes que estão espalhadas pelo país e que realmente assumem um papel muito preponderante na afirmação da autoimunidade em Portugal&#8221;, sublinha o presidente do NEDAI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dada a natureza complexa destas patologias, o trabalho multidisciplinar deixou de ser uma opção para se tornar uma exigência clínica. Reconhecendo que &#8220;o caminho é longo, mas o caminho faz-se caminhando&#8221;, Carlos Carneiro defende que se devem utilizar todos os meios para promover essa integração. Olhando para o futuro, o NEDAI traça objetivos claros. O primeiro passo prioritário é conhecer com exatidão a realidade portuguesa, a sua incidência e prevalência, através do &#8220;registo nacional de doenças autoimunes&#8221;, descrito como crucial na &#8220;afirmação deste mesmo processo&#8221;. A segunda prioridade reside na continuidade da aposta na academia de formação, que este ano atingiu recordes absolutos de inscrições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o especialista sublinha que um dos maiores desafios é garantir &#8220;que nunca possamos de alguma forma aumentar o hiato que existe entre a comunidade&#8221;. Carlos Carneiro conclui, lembrando o verdadeiro foco da Medicina: &#8220;Temos a responsabilidade que é muito importante nós assumirmos perante os doentes, que são aqueles que mais nos procuram, um grau de competência e de exigência que realmente nos possa estar perante os problemas, sejam mais adversos&#8221;.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/entrevistas/building-bridges-na-autoimunidade-nedai-aposta-na-rede-nacional-multidisciplinaridade-e-proximidade-com-os-doentes/">&#8220;Building Bridges&#8221; na autoimunidade: NEDAI aposta na rede nacional, multidisciplinaridade e proximidade com os Doentes</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>“O principal objetivo foi criar um programa que refletisse os desafios atuais e as oportunidades futuras da autoimunidade”</title>
		<link>https://myimunologia.pt/entrevistas/o-principal-objetivo-foi-criar-um-programa-que-refletisse-os-desafios-atuais-e-as-oportunidades-futuras-da-autoimunidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:12:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A presidente do XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI, Natália Oliveira, faz um balanço do evento que reuniu o Núcleo de Estudos das Doenças Autoimunes da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. A forte participação nacional e internacional vem, assim, “reforçar o posicionamento do Congresso Nacional de Autoimunidade como um espaço [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/entrevistas/o-principal-objetivo-foi-criar-um-programa-que-refletisse-os-desafios-atuais-e-as-oportunidades-futuras-da-autoimunidade/">“O principal objetivo foi criar um programa que refletisse os desafios atuais e as oportunidades futuras da autoimunidade”</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A presidente do <em>XXXI Annual Meeting of Autoimmunity e XII National Congress of NEDAI</em>, <strong>Natália Oliveira</strong>, faz um balanço do evento que reuniu o Núcleo de Estudos das Doenças Autoimunes da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. A forte participação nacional e internacional vem, assim, “reforçar o posicionamento do Congresso Nacional de Autoimunidade como um espaço de referência para a partilha de conhecimento e para a construção de projetos futuros”, reflete. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Quais foram os principais objetivos na construção do programa científico deste congresso?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Natália Oliveira (NO) |</strong> O principal objetivo foi criar um programa que refletisse os desafios atuais e as oportunidades futuras da autoimunidade, promovendo simultaneamente atualização científica, discussão multidisciplinar e partilha de experiências. Procurámos reunir especialistas nacionais e internacionais de reconhecida excelência, abordar temas emergentes e criar espaços de debate que permitissem transformar o conhecimento científico em benefícios concretos para os doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Houve também uma forte aposta na formação, através dos cursos pré-congresso, das sessões dirigidas aos Cuidados de Saúde Primários, dos formatos interativos de aprendizagem e da valorização da participação de médicos em formação e jovens investigadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | O tema “Building Bridges to the Future” reflete que necessidades concretas na área da autoimunidade?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NO | </strong>Este tema nasceu da necessidade de aproximar diferentes dimensões da autoimunidade que muitas vezes evoluem em paralelo. Reflete a importância de criar pontes entre a investigação e a prática clínica, entre diferentes especialidades, entre instituições nacionais e internacionais e entre gerações de profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa área marcada pela rápida evolução do conhecimento, pela Medicina personalizada, pela inteligência artificial e pelo desenvolvimento de novas terapêuticas, torna-se essencial promover colaboração, partilha de conhecimento e inovação responsável. Mas construir pontes significa também aproximar a ciência da sociedade e dos doentes, reforçando a literacia em saúde e o envolvimento ativo dos cidadãos nos seus cuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Como foi pensada a integração entre investigação, prática clínica e formação neste congresso?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NO | </strong>A integração destes três pilares esteve presente desde a conceção do programa. Tivemos sessões dedicadas aos avanços da investigação translacional, incluindo terapias génicas e celulares, imunopatologia, inteligência artificial e big data, mas sempre associadas às implicações práticas para o diagnóstico e tratamento dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, investimos fortemente na componente formativa através de cursos pré-congresso inovadores, nomeadamente o <em>Clinical Escape Room</em>, que introduziu metodologias pedagógicas diferenciadoras na abordagem do lúpus e dos seus diagnósticos diferenciais, e o curso <em>APS in Clinical Practice</em>, realizado em parceria com o <em>European Forum on Antiphospholipid Antibodies</em>, que trouxe ao congresso alguns dos mais reconhecidos especialistas nacionais e internacionais na área da síndrome antifosfolípida. Promovemos igualmente um <em>Networking with General Practitioners</em>, dedicado ao reforço da articulação entre a autoimunidade e os Cuidados de Saúde Primários, bem como formatos interativos baseados em casos clínicos. O objetivo foi criar oportunidades de aprendizagem, partilha de experiências e colaboração entre diferentes níveis de cuidados, aproximando a investigação, a formação e a prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que temas ou sessões gostaria de destacar e quais as principais mensagens que gostaria que os colegas levassem deste evento?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NO |</strong> Seria difícil destacar apenas uma sessão, porque procurámos construir um programa muito equilibrado e abrangente, refletindo a diversidade e a complexidade da autoimunidade. Ao longo do congresso abordámos temas que vão desde os avanços na imunopatologia e nas novas estratégias terapêuticas até ao papel crescente da Medicina de precisão, da inteligência artificial e das novas tecnologias na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mantivemos também uma forte aposta na formação, na discussão multidisciplinar e na criação de oportunidades de interação entre especialistas, médicos em formação e investigadores, acreditando que o progresso nesta área depende da partilha de conhecimento e da colaboração entre diferentes profissionais e instituições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta edição teve ainda uma dimensão particularmente especial pela integração do congresso na Semana da Saúde de Penafiel, fruto da excelente colaboração com a Câmara Municipal de Penafiel. Esta parceria permitiu ampliar o impacto do evento além da comunidade científica, aproximando a autoimunidade da sociedade civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, promovemos diversas iniciativas dirigidas à comunidade, incluindo uma sessão para doentes, palestras na CESPU e no ISCE Douro, uma tertúlia dedicada à sustentabilidade em saúde, a exposição Endscape e a caminhada “Sentir os Jardins”, em parceria com o projeto MenosPausa MaisMovimento. Estas atividades permitiram sensibilizar diferentes públicos para as doenças autoimunes e reforçar a importância da literacia em saúde, um aspeto fundamental para o diagnóstico precoce, a adesão terapêutica e a participação ativa dos doentes nos seus cuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A adesão superou as expectativas e demonstrou a importância de continuar a criar espaços de diálogo entre profissionais de saúde, doentes, estudantes e comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se tivesse de resumir a principal mensagem deste congresso, diria que o futuro da autoimunidade se constrói através da colaboração. Precisamos de continuar a criar pontes entre investigação e prática clínica, entre diferentes especialidades e instituições, e entre a ciência e a sociedade, para que todo o progresso científico se traduza em melhores cuidados e melhor qualidade de vida para os nossos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que balanço faz da participação nacional e internacional?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NO | </strong>O balanço é extremamente positivo. Tivemos uma participação que superou as expectativas, com uma forte adesão de profissionais de todo o país e uma presença internacional muito relevante, contando com alguns dos nomes mais reconhecidos da autoimunidade europeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta diversidade permitiu enriquecer a discussão científica, promover novas colaborações e reforçar o posicionamento do Congresso Nacional de Autoimunidade como um espaço de referência para a partilha de conhecimento e para a construção de projetos futuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostaria igualmente de destacar a excelente colaboração estabelecida com a Câmara Municipal de Penafiel, que acolheu o congresso no âmbito da Semana da Saúde. Esta parceria permitiu ampliar significativamente o impacto do evento, aproximando a autoimunidade da comunidade e promovendo iniciativas dirigidas a diferentes públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que impacto espera que este congresso tenha na prática clínica em Portugal?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NO | </strong>Espero que este congresso contribua para uma prática clínica cada vez mais integrada, atualizada e centrada nos doentes. O contacto com novas evidências científicas, novas abordagens diagnósticas e terapêuticas e novas ferramentas tecnológicas deverá traduzir-se numa melhoria dos cuidados prestados.<br>Mas espero igualmente que o impacto se faça sentir através do reforço das redes de colaboração entre profissionais e instituições, da valorização da abordagem multidisciplinar e da capacitação das novas gerações de clínicos e investigadores que irão liderar o futuro da autoimunidade em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da dimensão estritamente científica, considero fundamental o impacto na promoção da literacia em saúde. Uma sociedade mais informada reconhece mais precocemente os sinais de doença, participa de forma mais ativa nas decisões terapêuticas e estabelece uma relação mais próxima com os profissionais de saúde. Esse é também um investimento no futuro dos cuidados.</p>
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		<title>Diagnóstico e intervenção precoces impulsionam o progresso nas doenças autoimunes</title>
		<link>https://myimunologia.pt/entrevistas/diagnostico-precoce-e-intervencao-precoce-impulsionam-o-progresso-nas-doencas-autoimunes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 08:03:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O XII Congresso Nacional de Autoimunidade e a XXXI Reunião Anual do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI) reuniram especialistas de várias áreas com o objetivo de debater os avanços mais recentes das doenças autoimunes. António Marinho, membro da comissão organizadora, destacou que o verdadeiro progresso na área tem resultado sobretudo de “estratégias de identificação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O XII Congresso Nacional de Autoimunidade e a XXXI Reunião Anual do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI) reuniram especialistas de várias áreas com o objetivo de debater os avanços mais recentes das doenças autoimunes. <strong>António Marinho</strong>, membro da comissão organizadora, destacou que o verdadeiro progresso na área tem resultado sobretudo de “estratégias de identificação mais precoces do início dos sintomas das doenças e de uma aproximação mais rigorosa e mais agressiva às terapêuticas iniciais”, com vista a “induzir uma remissão precoce e sustentada”. Assista às declarações.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Diagnóstico precoce e intervenção precoce impulsionam o progresso nas doenças autoimunes" src="https://player.vimeo.com/video/1203866843?h=53bd66dad6&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Este paradigma, hoje amplamente aceite na prática clínica, levou décadas a afirmar-se. Como sublinhou o presidente do congresso, “tratar cedo, [&#8230;] tratar agressivamente e parar a doença logo” são princípios que, apesar de parecerem simples, demoraram a ser implementados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços, António Marinho distingue claramente entre intervenção precoce e verdadeira prevenção. “Prevenção significa detetar as pessoas que vão ter a doença e introduzir fatores modificadores que podem evitar o início”, algo que, para já, permanece fora do alcance da prática clínica. As medidas atuais passam sobretudo por recomendações gerais, como os fatores de vida saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto central da sua reflexão prende-se com a heterogeneidade das doenças autoimunes, sublinhando que “nós não podemos pô-las no mesmo saco, usar as mesmas estratégias e usar as mesmas terapêuticas”. Enquanto na artrite reumatoide se começa a perspetivar um cenário mais otimista, “parece realmente haver uma possibilidade de cura real”, ou pelo menos “remissão quase equivalente à cura”, no lúpus o desafio mantém-se mais complexo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, emerge um conceito-chave para o futuro: a necessidade de “fazer um reset ao sistema imune”. O especialista recorre a uma analogia simples para explicar: “desligar o computador e voltar a ligá-lo”, esperando que “quando acorda, vir diferente de quando nós desligamos”. Abordagens inovadoras como as terapias <em>CAR T-cell</em> poderão desempenhar um papel neste caminho, embora ainda com limitações no número de dados e “a segurança ainda não é totalmente conhecida”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro poderá passar pela identificação precoce de doentes com risco de doença grave e pela introdução imediata de terapêuticas altamente direcionadas, mas António Marinho refere que ainda “estamos longe”. O grande desafio persiste, mesmo quando se tenta “reiniciar” o sistema imunitário, “muitas vezes volta e está encravado na mesma. Esse é o problema”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num congresso marcado pela partilha de conhecimento e pela reflexão crítica, a mensagem é clara: os avanços são reais, mas o caminho para a verdadeira prevenção e cura das doenças autoimunes ainda está em construção.</p>
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		<title>&#8220;Building Bridges to the Future”: o futuro da autoimunidade em Portugal</title>
		<link>https://myimunologia.pt/entrevistas/building-bridges-to-the-future-o-futuro-da-autoimunidade-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 15:56:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Perante a crescente complexidade das doenças autoimunes, o Congresso Nacional de Autoimunidade surge como um espaço essencial para a atualização científica, a colaboração entre especialidades e a promoção de uma Medicina mais integrada e centrada no doente.&#160; Em antevisão ao encontro, Carlos Carneiro, presidente do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI), destaca o investimento [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Perante a crescente complexidade das doenças autoimunes, o Congresso Nacional de Autoimunidade surge como um espaço essencial para a atualização científica, a colaboração entre especialidades e a promoção de uma Medicina mais integrada e centrada no doente.&nbsp; Em antevisão ao encontro, <strong>Carlos Carneiro</strong>, presidente do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI), destaca o investimento claro na “formação, na ligação entre gerações de clínicos e na proximidade à comunidade” como as principais mais-valias desta edição. Assista às declarações.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="“Building Bridges to the Future”: o futuro da autoimunidade em Portugal" src="https://player.vimeo.com/video/1201439520?h=5abfba2da3&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os formatos inovadores, sobressai o <em>Clinical Escape Game</em>, descrito como “uma aposta altamente diferenciadora e interativa”, que desafia os participantes a “tentar decifrar o diagnóstico”. Para Carlos Carneiro, esta abordagem reflete “a aposta no ensino centrado na participação ativa e no desenvolvimento das competências clínicas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O congresso inclui ainda diversas atividades, como o curso pré-congresso “Update on Antiphospholipid Syndrome”, sessões científicas, tertúlias e até um passeio com piquenique em Penafiel, a cidade anfitriã. A recetividade aos novos formatos “está a ultrapassar as nossas melhores expectativas”, refere, apontando o sucesso dos cursos pré-congresso e a integração de médicos dos Cuidados de Saúde Primários em iniciativas formativas específicas. Uma evolução que considera “muito importante” para uma abordagem “conjunta, ativa e de relação biónica entre colegas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela primeira vez, o congresso integra-se numa lógica mais alargada de proximidade à comunidade. “Optámos por ter um conjunto de atividades que vão desde a literacia em saúde à aproximação entre a comunidade médica e os doentes”, explica, sublinhando a importância de promover o debate sobre temas como sustentabilidade e inovação em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob o lema “Building Bridges to the Future”, o congresso assume como prioridade a construção de pontes entre especialidades e níveis de cuidados. “Não podemos dizer que um doente autoimune está alocado a uma única especialidade”, alerta, defendendo que estes doentes “devem ser partilhados de forma ativa”, de modo a garantir uma abordagem integrada e centrada na pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa visão traduz-se numa forte aposta na multidisciplinaridade. “A partilha entre várias especialidades, entre as várias gerações e entre os Cuidados de Saúde Primários e hospitalares vai contribuir para que o doente seja abordado como um todo”, afirma, destacando também o trabalho desenvolvido ao longo do ano através de reuniões descentralizadas por todo o país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação em autoimunidade será outro dos pilares do encontro, com destaque para biomarcadores e Medicina personalizada. Ainda assim, o especialista sublinha que “estas são ferramentas que devem auxiliar o diagnóstico”. mas que este “deve continuar a ser maioritariamente clínico”, na medida em que estas ferramentas “devem apoiar, mas não substituir uma história clínica completa e um exame objetivo rigoroso”. Ainda assim, reconhece o impacto crescente da inovação dado que “o aparecimento de anticorpos específicos e estratégias como o treat-to-target confere-nos uma melhor ação e sustentabilidade no tratamento destes doentes”, contribuindo para uma Medicina cada vez mais personalizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos momentos relevantes será a apresentação do Registo Informático de Doenças Autoimunes (RIDAI), recentemente relançado. Com “cerca de 10.000 doentes e 41 centros registados”, permite gerar dados de vida real fundamentais. “Dá-nos uma abordagem daquilo que temos na realidade dos nossos doentes e não apenas dos estudos”, explica, acrescentando que o registo já está integrado em projetos internacionais e deverá evoluir com novas ferramentas, incluindo inteligência artificial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terminar, Carlos Carneiro deixa uma mensagem centrada na essência da prática médica: “Não devemos olhar para o futuro sem viver o presente, mas sem nunca esquecer o passado.” E reforça: “Estamos a lidar com pessoas e a relação que temos com os nossos doentes é fundamental.” Para o especialista, a atualização científica deve caminhar lado a lado com a empatia, a colaboração e a capacidade de adaptação aos desafios emergentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O XII Congresso Nacional de Autoimunidade e a XXXI Reunião Anual do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes decorrem entre 18 e 20 de junho de 2026, em Penafiel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais do evento <a href="https://www.spmi.pt/xii-congresso-nacional-de-autoimunidade-xxxi-reuniao-anual-do-nedai/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/entrevistas/building-bridges-to-the-future-o-futuro-da-autoimunidade-em-portugal/">&#8220;Building Bridges to the Future”: o futuro da autoimunidade em Portugal</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Lúpus: inovação terapêutica abre caminho a remissões sem medicação</title>
		<link>https://myimunologia.pt/entrevistas/lupus-inovacao-terapeutica-abre-caminho-a-remissoes-sem-medicacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 14:33:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do Dia Mundial do Lúpus, Carlos Vasconcelos, especialista em Medicina Interna e professor no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, sublinha que “o tratamento do lúpus evoluiu muito ao longo destes últimos anos”, especialmente ao nível dos “medicamentos que atuam nos linfócitos B”, permitindo abordagens mais dirigidas e eficazes. [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/entrevistas/lupus-inovacao-terapeutica-abre-caminho-a-remissoes-sem-medicacao/">Lúpus: inovação terapêutica abre caminho a remissões sem medicação</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do Dia Mundial do Lúpus, <strong>Carlos Vasconcelos</strong>, especialista em Medicina Interna e professor no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, sublinha que “o tratamento do lúpus evoluiu muito ao longo destes últimos anos”, especialmente ao nível dos “medicamentos que atuam nos linfócitos B”, permitindo abordagens mais dirigidas e eficazes. Assista às declarações.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Lupus: inovação terapêutica abre caminho a remissões sem medicação" src="https://player.vimeo.com/video/1191491163?h=792d0b5a6b&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista destaca como um dos avanços mais marcantes o surgimento das terapias com CAR T-cells, que descreve como “um avanço extraordinário”. Explica que estas células são “linfócitos T do próprio doente” que, após modificação, “adquirem a capacidade de destruir os linfócitos B que vão produzir autoanticorpos”. Os resultados iniciais são promissores: “Os doentes que fizeram […] ficaram em remissão completa, sem medicamentos”, com alguns a apresentarem mesmo negativação de autoanticorpos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, Carlos Vasconcelos apela à prudência: “Não podemos afirmar uma cura definitiva”, pois “ainda é cedo”. Nestes casos, prefere o conceito de “cura funcional”, isto é, “o doente está em remissão e sem medicação ao longo do tempo”. Sublinha ainda a importância de “fazer um ensaio comparativo entre CAR T-cells e outros tratamentos”, de modo a avaliar o verdadeiro impacto desta abordagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente à origem da doença, reforça a sua complexidade: “Não é uma só coisa. São vários fatores, como um puzzle”. Entre estes, aponta fatores genéticos, com “mais de 100 genes envolvidos”, bem como fatores hormonais, psicológicos e ambientais, como a exposição solar ou infeções virais, nomeadamente pelo vírus Epstein-Barr.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do entusiasmo em torno das CAR T-cells, reconhece limitações atuais. Estas terapias eliminam “não só os maus anticorpos, [mas também] os bons anticorpos que nos salvam das infeções”. O objetivo futuro passa por maior precisão, através da identificação de “quais são as células B que […] estão a produzir os autoanticorpos patogénicos”, atuando apenas sobre essas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista reforça que se trata de uma terapêutica altamente personalizada: “São as células, os linfócitos do doente”, o que explica o custo elevado. Ainda assim, acredita que “a tecnologia vai ajudar a que o preço venha a baixar” e mostra-se confiante de que “muito proximamente irei ver as CAR T-cells a serem aplicadas nos doentes com lúpus portugueses”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto estas terapias não estão amplamente disponíveis, lembra que “temos vários medicamentos biológicos e biotecnológicos” e que “o tratamento já é muito personalizado”, sendo adaptado aos órgãos afetados. Contudo, alerta que “não há nada que não tenha alguns potenciais de efeitos colaterais” e que ainda “estamos a aprender” com estas novas terapias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, deixa uma mensagem direta às pessoas com esta patologia, afirmando que o diagnóstico “não é uma sentença que os desobriga de viverem com intensidade a vida”. Apesar dos cuidados necessários, “é possível fazer a vida normal e devem fazer”, porque “o perigo existe, basta estar vivo, mas não nos deve tirar o encanto de viver a vida”. Conclui com uma nota de esperança: “Tenham fé, acreditem, vivam a vida”.</p>
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		<title>NIM no Norte: o encontro que aproxima conhecimento e eleva a qualidade dos cuidados</title>
		<link>https://myimunologia.pt/entrevistas/nim-no-norte-o-encontro-que-aproxima-conhecimento-e-eleva-a-qualidade-dos-cuidados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 07:50:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Elisabete Pinelo, internista da ULS do Nordeste e membro da organização do VI Network Immunology Meeting dos Hospitais do Norte, sublinha que este é “um encontro com identidade própria, dinâmico e orientado para a partilha de experiências e o reforço de conhecimentos”. Em entrevista à News Farma, a especialista destaca ainda que o evento representa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Elisabete Pinelo,</strong> internista da ULS do Nordeste e membro da organização do <em>VI Network Immunology Meeting</em> dos Hospitais do Norte, sublinha que este é “um encontro com identidade própria, dinâmico e orientado para a partilha de experiências e o reforço de conhecimentos”. Em entrevista à News Farma, a especialista destaca ainda que o evento representa “uma oportunidade para aprendermos em conjunto e regressarmos mais preparados para cuidar melhor dos nossos doentes”. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Qual é o principal objetivo da <em>VI Network Immunology Meeting </em>dos Hospitais do Norte?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Elisabete Pinelo&nbsp; (EP) | </strong>Como objetivos desta edição do <em>Network </em>de Imunologia da Zona Norte realçamos a promoção da partilha de conhecimento na autoimunidade, uma área em constante atualização, transversal a várias especialidades e com peso crescente na prática clínica. Ambicionamos envolver de forma mais ativa os diferentes profissionais de saúde que integram as nossas equipas multidisciplinares. Estes encontros servem ainda para dar a conhecer o nosso trabalho e o de outras consultas e unidades de doenças autoimunes da região, evidenciando o seu contributo na melhoria da acessibilidade e na prestação de cuidados aos doentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF |Que desafios específicos surgem no diagnóstico e tratamento de doenças autoimunes em idosos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EP | </strong>O envelhecimento, uma das transformações sociais mais significativas do nosso século, torna o diagnóstico e tratamento da doença autoimune em idades mais avançadas mais prevalente e particularmente desafiante. A imunossenescência, as apresentações atípicas, a vulnerabilidade, as comorbilidades, a polimedicação e a iatrogenia são alguns exemplos que reforçam esta complexidade e a importância de uma abordagem global, integrada e individualizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Porque é que a radiografia, apesar de ser um exame acessível, continua a ser considerada difícil de interpretar em contexto clínico complexo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EP |&nbsp; </strong>A interpretação da radiografia convencional exige um olhar treinado para encontrar em pequenos detalhes informações que podem auxiliar no diagnóstico diferencial de várias patologias. Para além disso, a possível sobreposição de várias condições, nomeadamente de doenças inflamatórias com a osteoartose, requer uma valorização adequada de diferentes achados e uma cuidada correlação com os achados clínicos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que impacto tem a doença pulmonar intersticial no prognóstico das doenças do tecido conjuntivo, e quais são os principais desafios na sua gestão?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EP | </strong>A identificação da doença intersticial pulmonar associada às doenças do tecido conjuntivo é fundamental para estimar o prognóstico e estabelecer um plano terapêutico otimizado. O impacto prognóstico varia de acordo com a doença subjacente, mas é consistentemente grave. Uma grande percentagem dos doentes tem envolvimento pulmonar subclínico e frequentemente apresentam sintomas inespecíficos&nbsp; que atrasam o diagnóstico. Apesar da identificação de padrões radiológicos como modificador de prognóstico, persiste o desafio da distinção entre progressão da doença e complicações, nomeadamente infeções e toxicidade pulmonar induzida por fármacos.&nbsp; O fenótipo rapidamente progressivo é determinante na identificação precoce de doentes de alto risco para evolução para fibrose pulmonar e o tratamento imunossupressor é indispensável nestes doentes, podendo ser complicado por comorbilidades e pelo envolvimento da doença extrapulmonar. Dada a complexidade e especificidade da doença intersticial pulmonar, a abordagem e a gestão multidisciplinar são imperativas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | O conceito de “dualidades” nos inibidores de checkpoint sugere benefícios e riscos, como se equilibra eficácia terapêutica com potenciais efeitos adversos imunológicos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EP | </strong>A imunoterapia com os inibidores de checkpoint imunitários veio revolucionar o paradigma do tratamento oncológico sistémico. Para além do benefício no controlo tumoral, a potenciação da resposta imune associa-se a um perfil de efeitos adversos que podem afetar qualquer órgão, expressando a dualidade destas terapêuticas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os eventos adversos&nbsp; imuno-relacionados&nbsp; são classificados de acordo com a gravidade e a sua identificação precoce é fundamental para uma abordagem diagnóstica e terapêutica atempada e adequada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A doença autoimune pré-existente não é uma contraindicação absoluta para o uso dos inibidores de checkpoint imunológico, mas pode haver exacerbação da doença ou toxicidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O equilíbrio risco-benefício destes fármacos exige uma abordagem individualizada, monitorização proativa da toxicidade e quando necessário imunossupressão dirigida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Qual a mensagem-chave que gostaria de deixar aos colegas que vão participar neste evento?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EP | </strong>Queremos promover um encontro com identidade, dinâmico, ideal para partilhar experiências e reforçar conhecimentos. Fazer este evento em Bragança é também um gesto simbólico e afirmar que a qualidade dos cuidados não pode depender da morada do doente. Convidamos todos a fazer parte deste encontro, é uma oportunidade para sentir que fazemos parte de uma rede e isso é responsabilidade para aprendermos juntos e voltarmos melhores na prestação de cuidados aos doentes. Todos estes motivos são mais do que suficientes para reforçar o convite a todos os profissionais de saúde da região Norte para se juntarem a nós nesta edição!</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento decorre no dia 9 de maio de 2026, em Bragança.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myimunologia.pt/entrevistas/nim-no-norte-o-encontro-que-aproxima-conhecimento-e-eleva-a-qualidade-dos-cuidados/">NIM no Norte: o encontro que aproxima conhecimento e eleva a qualidade dos cuidados</a> aparece primeiro em <a href="https://myimunologia.pt">My Imunologia</a>.</p>
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